Quadradinho

Meu pai conta que ele, tricolor, ficava de cara quando eu, pirralhinho, apontava e sorria para os caras de vermelho e preto diante dos jogos na televisão: paixão rubro-negra. Amigo fissurado em carros e motos me mostrando suas revistas importadas e, com isso, fazendo brilhar meus olhos e criando uma paixão por motores. As ondas do dial no meu velho walkmen ecoando os programas Mack Twist e Novas Tendências na Fluminense FM, bagunçando meu sistema nervoso e me apontando um mundo incrível ante à mesmice então reinante: paixão pela música alternativa e, consequentemente, pelo cinema out hollywood. A despretensiosa compra de uma magrela de duas rodas para ir trabalhar que de repente me atiça ir cada vez mais longe e a minha paixão por pedalar. Um brinde com um amigo com uma cerveja belga presenteada e a descoberta de que havia muito mais a explorar naquele mundo maravilhosamente etílico que eu já vivia.

Eu lembro (claro) de toda essa velharia mas não sei bem onde exatamente começou minha paixão por quadrinhos, a maravilhosa arte sequencial desenhada. Mas é mais que sabido que “desde criança só lemos os quadrinhos nos jornais”

Ah, hoje é o dia do Quadrinho Nacional 🙂

Dia do Quadrinho Nacional

Dia do Quadrinho Nacional

Ronca Ronca

Esse post é uma singela homenagem ao programa Ronca Ronca, do DJ e fotógrafo Maurício Valladares. Hoje sendo reverberado pela Oi FM, o programa completa, na atual casa, 100 edições e nesse exato momento estou ouvindo a edição comemorativa, que está sendo feita com as listas, enviadas pelos ouvintes, das 20 músicas preferidas d’A Tripa, alcunha dos “seguidores” do grande Maurição, ativo nas ondas do dial desde sei lá quando. São 21:31 e está tocando “só” Fake Plastic Trees, do Radiohead (mas já tocou Nelson Cavaquinho, e essa é a graça do programa).

Se foi o Mack Twist da Fluminense FM que me ensinou a gostar de hardcore e rap, se foi o DJ José Roberto Mahr que me apresentou, também na Flu, o britpop, o trance, EBM, o indie enfim. Se Tom Leão, Rodrigo Lariú, os caras com quem troquei cartinhas cheia de flyers dentro (notadamente Rodrigo Dead Fish e Juninho White Frogs) foram caras importantes para a minha colação de grau no tal de rock’n’roll, posso dizer, sem dúvida, que foi o Ronquinha que me abriu os ouvidos para tudo, para tudo que é autêntico, casca-grossa, cabeleira-alta, inoxidável.

Por aqui minha mulher e meu filho já sabem de cor as vinhetas do programa (marca registrada), afinal o Ronca, agora disponibilizado em podcast, é praticamente o único som presente no carro: seja levando o filho a escola, seja numa viagem de quatro horas.

Obrigado Maurício, obrigado mesmo cara!

Link para o download do programa

mauval

Maurição, foto do site Rock em Geral

Pólis

Aí, na boa: eu não ligo se você não se importa que o Aécio construiu um aeroporto nas terras da família e depois tacou fogo na prefeitura que continha provas. Que o PSDB não cumpriu seu papel estatal no governo de SP escondendo, por questões eleitoreiras que persistirão até segunda-feira, a gravíssima questão da água no estado. E também não ligo se você não se preocupa que o PT pode ficar 16 anos no poder, inchando a máquina pública e dando o peixe sem ensinar a pescar.

O que eu queria mesmo é que a política fosse capaz de melhorar o nível dos eleitores neste país. Dos eleitores: essa gente pentelha que me enche o saco com opiniões que eu não pedi. Que consegue votar no genial Marcelo Freixo (deputado estadual mais votado, sem UMA placa na rua) e em Bolsonaro (federal mais votado, disseminador de ódio).

Que chegue logo a segunda-feira e voltemos às nossas vidas. Essa que não desperta interesse NENHUM nesse bando que aí está – ou no que já esteve. Farinha do mesmo saco, mosca da mesma merda.

Reacionário e caretão

Hoje descobri que essa pequena maravilha psicodélica dos australianos incríveis do Tame Impala faz parte da trilha de uma série que a Globo está exibindo. Assim como aconteceu com uma outra belíssima música dos sumidos e não menos incríveis The XX numa outra série já terminada lá no mesmo canal. Mas aqui com meus botões fiquei pensando um tanto: antigamente, na pré-era da informação, o que ditava o que as pessoas ouviriam, gostariam, comprariam, consumiriam, era o que tocava no rádio, na novela, no filme. Você não tinha escolha, era o que tinha e pronto. Muita gente ruim e alguma gente boa fez sua estória nessa. Mas hoje não. Os tempos são outros, quem gostar dessa música pode aproximar seu smartphone do local onde está tocando o som, acionar o Musixmatch, e em segundos vai saber quem toca, qual é a música, ver a letra, conhecer a biografia da banda, ter os links para o vídeo, etc, etc. Mas a preguiça, ou a indolência, ou a pura má vontade, sei lá, pode fazer com que se diga apenas que esse troço de internet é um saco, é muito difícil, que música boa era a que tocava no rádio, etc e tal.

Foda-se. O problema é seu.

Amor e fúria

Sério, “Uma história de amor e fúria” é um dos melhores filmes nacionais de todos os tempos e merece todos os muitos prêmios que recebeu. Grande história, grande trilha sonora, uma baita produção brasileira sobre viver tomando na cabeça, sobre lutar por alguma coisa, sobre viver em combate, sobre atravessar os tempos brigando pelo que você acha certo. Nada de vencer, lutar apenas.

“Meus heróis não viraram estátua, morreram lutando contra aqueles que viraram”

De clicar e pedalar

E não poderia deixar de lembrar que hoje, 19 de agosto, é o Dia Mundial da Fotografia e o Dia Nacional do Ciclista. Duas paixões por aqui. Minhas últimas explorações ciclísticas pelos arredores de Resende têm rendido grande visuais, mas ainda não sei como inserir a fotografia nesse contexto. Acho que prefiro deixar as belas imagens das manhãs de domingo na minha cabeça. Mas fica o registro: duas formas completamente diferentes e igualmente apaixonantes de viver a vida.

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Registro do meu Flickr

Deutschland

Escrevo essas mirradas antes da semifinal entre BRA e GER, já que nada falei por aqui da Copinha do Blatter (by Maurício Ronca-Ronca). Tenho comigo que um cara que é tão apaixonado por um clube não liga muito pra Seleção Brasileira. Os malucos que tatuam escudos tão nem aí pra Copa do Mundo. Mas no momento quero saudar os germânicos:

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Ou seja, haja o que houver eu tô na moral!

Não Religião

Devorei em cinco ou seis agradáveis jornadas o ótimo Crônicas de Jerusalém, do quadrinhista canadense Guy Delisle. Mais de 300 páginas de divertidos causos vividos pelo autor enquanto sua esposa trabalhava para o Médicos Sem Fronteiras. Com humor, ironia e sem nenhuma pentelhação religiosa o autor e seus traços simples contam o ano vivido em Israel e as loucuras daquele mundo: os muros, os checkpoints, os soldados, os dogmas, a violência. Tudo enquanto cuida dos dois filhos e tenta se adaptar àquele mundo tão louco.

cronicas

Em determinada passagem, ao visitar um bairro ortodoxo, o autor comenta sobre um depósito especial que existe (tipo uma lixeira, mas muito limpa), para depositar livros sagrados que não são mais usados e serão enterrados em um ritual específico. Detalhe observado pelo autor, que associei à nossa cerimônia de queima de bandeiras brasileiras inservíveis: existe uma Lei de 1971 que obriga que isso seja feito com todo protocolo, a cada 19 de novembro, o que não é mais ensinado a ninguém.

Mas depois de associar aquela simples passagem a tanto “pode-não-pode”, restrições, absurdos, barreiras e ao radicalismo descabido ali narrado, fico me perguntando se deveríamos mesmo e, se sim, como fazer essa “volta à moral e cívica”. Aonde termina o patriotismo pueril e começa o nacionalismo exacerbado misturado e influenciado por crenças, e que culmina em morte?

I just wanna stay alive

Eu não tenho nenhuma dúvida em afirmar que assistir essa música do Killing Chainsaw, no BHRIF (Belo Horizonte Rock Independent Fest), ao lado de meu grande amigo Jorge André, em 1994, foi uma das mais transcendentais e inesquecíveis experiências de minha vida. Eu não sei quem eu sou hoje, não sei quem eu era naquele ano, só me lembro de entrar num supermercado imundo ao lado da rodoviária pra comprar um quilo de alimento não perecível e entrar naquele lugar pra ver o Fugazi, que eu mal conhecia e hoje venero. Que eu morra com esse riff me atazanando o cérebro.

A cura para todos os males

Naquela zapeada da preguiça pela TV me deparei hoje com o documentário “A vida até parece uma festa” que conta a trajetória dos Titãs, sem dúvida uma das maiores bandas brasileiras e das que me motivou a gostar de rock. O filme é bem antigo, achei até meio fraquinho, a banda merecia mais, quem sabe ainda role, mas bateu aquela ótima nostalgia. Ótimas lembranças. Quantos shows desses caras eu já assisti, bebaço, com os parceiros, em roubadas, enfim, vivendo meus 80’s/90’s.

Daí que quando ligo o computador, ainda naquela vibe nostálgica, vejo que no Record Store Day desse ano saiu o vinil de Just Like Heaven, uma das melhores músicas de todos os tempos, com o Cure de um lado e a versão torta e linda do maravilhoso Dinosaur Jr de outro.

Homem não chora é o caralho.

Tenho coração

Nunca entendi bem essa gente straight edge. Qual é a desses caras que tocam um puta hardcore, mas não bebem nem uma cervejinha? 🙂 Mas guardo com carinho meus CDs do Self Conviction, do Point of No Return, meu cartaz do Verdurada. E hoje, naquela passada pelo sempre fantástico Hangover Heart Attack, me deparo com esse Have Heart, apenas mais uma banda maneira de hardcore certinho (a galera conversando na boa com o policial em cima do palco é demais!). Good vibes total!!

Cervejando no Chile

Dia 1: depois de passar a madrugada no Aeroporto do Galeão e da sempre tumultuada conexão em Guarulhos, onde aproveitamos para trocar dólares por pesos chilenos (o que não vale a pena, já que é preciso pagar duas taxas de conversão, de 32 reais cada), chegamos ao bem organizado Aeroporto Internacional Comodoro Arturo Merino Benítez onde o controle na migração foi bem rápido e o Duty Free não pareceu interessante. Já éramos esperados no guichê da Transvip, onde já havia feito uma reserva por email. Foi um pouco mais caro, mas valeu pelo fato de não precisar negociar com os afoitos taxistas e o tranquilo trajeto de 20 minutos num Hyundai Sonata muito confortável. Nos dirigimos até a Huérfanos, onde ficamos no San Ignacio Suites. Na chegada não há nenhuma indicação de que estamos no local certo, afinal trata-se de um enorme complexo de mil apartamentos, entre moradias e apart hotéis. Um responsável já nos aguardava, o pagamento foi realizado todo de uma vez e as acomodações agradaram. O calor e cansaço nos impediram de explorar melhor o centro e depois de um passeio pelo Paseo Haumada e do almoço num restaurante bem simples (churrasco ao pobre, é esse mesmo o nome :-), o bom e velho bife com batata frita, acompanhado do garçom mau humorado do Nuria, fomos ao supermercado comprar gêneros para abastecer “nossa casa”, já que a estadia não contempla café da manhã, mas o apart tem tudo, só sentimos falta da cafeteira.
Cervejas do dia: Escudo e Becker, duas lager comuns, mas a primeira surpreendeu positivamente.

Dia 2: após uma noite bem dormida partimos pra canelar pelo Centro. Engraçado como o Chile acorda tarde, por volta de 09:30 os cafés ainda estão cheios e as lojas quase todas apenas abrindo. Tomamos um expresso num dos “café com piernas”, lojas da rede Haiti onde as atendentes estão sempre de minissaia. No nosso caso, infelizmente, as pernas eram bonitas, mas o rosto … Decepção grande foi encontrar a Plaza de Armas fechada para reformas, totalmente cercada e sem acesso. As obras começaram no início de janeiro e a previsão é de seis meses de reforma. Pena. Os muitos prédios históricos no Centro são bonitos e nem tão bem conservados. Uma caminhada pela Libertador, e chegamos ao Cerro Santa Lucía, local muito bacana e que nos presenteia com uma belíssima vista da cidade. Quem der mais sorte pode ver melhor os Andes, o tempo não nos ajudou. Mais uma caminhada pelas calçadas cheias de gente e de bicicletas (muitas, mas quase não há ciclovias), passando pela enorme Biblioteca Nacional, e chegamos ao Bela Vista, bairro de grande agito cultural, muitas universidades e badalação, com muitas opções de restaurante. Seguimos ao Funicular, espécie de bondinho que, por 2 mil pesos por pessoa, nos leva até ao ótimo zoológico e ao Cume, com uma igreja muito bonita e mais uma linda vista da cidade. Aproveitamos para experimentar o “mote com hesillas”, espécie de caldo de cana para os chilenos: colocam dois pêssegos em um copo com suco de pêssego e milho. Fica muito doce, mas estava bem gelado. Descendo, percebemos que os restaurantes que ficam fora do Pátio Bella Vista, shopping ao ar livre com ambiente chique, devem ser melhor opção, já que a nossa conta no Backstage foi muito salgada: pastel de choclo (massa de milho), empanada e duas cervejas africanas de 600 ml cada por 90 reais. Só valeu pelo ambiente bacana. Seguimos para La Chascona, uma das casa do escritor Pablo Neruda, mas o cansaço e a vontade de ver a outra casa dele fez com que não entrássemos (400 pesos por adulto). Optamos pelo trem para voltar: a estação Baquedano é central e tumultuada, o valor do bilhete muda após as 18 horas (compramos às 17:59 e ficamos presos na roleta, um funcionário quebrou o nosso galho).
Cervejas do dia: Tusker, queniana (indicação do garçom segundo o qual “os brasileiros sempre preferem cervejas mais leves”, Royal Guard, lager premium simpática, Stella Artois de lata (nunca vi no Brasil), a tradicional Quilmes argentina e uma Austral Pale Ale bem boa.

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Dia 3: Concha y Toro: ir ou não ir? A temida “horda de brasileiros” versus vários relatos positivos e a fama mundial. Vamos. Trem muito cheio na estação Baquedano nos fez mudar para outra rota, mas no fim dá no mesmo. Quase uma hora de uma viagem normal mas agradável pelo subúrbio de Santiago até a estação terminal de Ponte Alto mais dez minutos de táxi e cá estamos, confirmando na entrada a reserva feita por email. Tour em português para uns 20 brasileiros, guia agradável, local bonito, visita a duas adegas, historinha em vídeo do Casillera Del Diablo e duas degustações, por um preço justo. Não fossem os 15% de desconto para os vinhos degustados (não é minha praia, mas gostei dos três: Trio, branco, Gran Reserva e Casillera Del Diablo, o mais famoso da marca) e não valeria a pena comprar na lojinha, mas optamos por aproveitar o desconto. Dividimos o táxi com um casal de brasileiros e voltamos diretamente para o hotel, por causa do peso das garrafas. Descanso rápido e partimos para o Mercado Central, sem nenhum grande atrativo, com o característico cheiro de peixe, mas boa oportunidade para conhecer os mariscos chilenos. Fomos de loco (gostoso, servido frio) e salmão ao molho de camarão. O restaurante escolhido, Donde Augusto, ocupa grande parte do Mercado e é quase uma escolha óbvia. Preço apenas razoável, mas é o tipo de ambiente que gosto.
Cervejas do dia: Kunstmann Torobayo, pale ale bem consumida no Chile, Del Puerto Rubia, outra pale ale mais ou menos e Kross Maibock, lager forte e boa.

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Dia 4: Missão: conhecer Valparaíso e Viña Del Mar num bate-volta. Após a confusão no dia anterior na estação Baquedano, trocamos de linha e chegamos tranquilos à estação Universidade Santiago, onde fica o terminal de buses. Fomos abordados por uma agência de turismo que nos ofereceu um passeio que sairia mais barato que as quatro passagens (ida e volta). Resolvi manter a programação e após pagar 2200 pesos seguimos por uma hora e meia, por uma bela estrada até o terminal de Valparaíso, uma cidade característica, cheia de morros, bem povão, mas interessante. Ao lado da estação tem o imponente prédio do Congresso chileno. Seguimos a pé para La Sebastiana, uma das casas de Pablo Neruda, mas não foi uma boa ideia. Como o ascensor (espécie de bondinho) não está em funcionamento (são vários na cidade, mas a maioria não está), a caminhada foi longa e desgastante. Valeu a pena pelo lugar muito interessante, com audio guia em português e belo visual do Pacífico. Pedimos um taxi e por 7 mil pesos, e através dos morros chegamos ao Museo Naval, visita barata e muito interessante, com toda a história da Armada Chilena e onde está exposto uma das cápsulas que retirou os chilenos presos na mina em 2010. O artesanato na 21 de Mayo, em frente, é um pouco melhor, mas ainda assim sem nada interessante. Seguimos a pé até a Plaza Soto Maior, onde fica a estação do Puerto. Lá, no dia seguinte, seria feita a premiação do Dakar 2014 (sim, eu perdi 😦 Até Viña são umas cinco estacoes de um metrô muito bem cuidado. Descemos na estação anterior à central de Viña, e fomos conhecer o interessante Castelo Wulff e o enorme Casino. Mais uma vez um belo visual do Pacífico. A caminhada dali até as praias foi cansativa, passando por muitas barracas populares e alguma sujeira. Paramos para comer algo numa barraquinha (a empanada estava bem boa) e já estava na hora de retornar, porque nossa passagem de volta já estava comprada. Como não vimos taxi, arriscamos um ônibus que, embora cheio e calorento, nos deixou tranquilo no Terminal de Buses. Em Santiago, comércio já fechado, fomos jantar no Donde Guido, o filé da casa estava ótimo, recomendo.
Cervejas do dia: Cristal, uma lager bem comum e muito consumida lá e a mexicana Corona Extra. Ambas foram bem com o grande calor do dia.

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Dia 5: a ideia era acordar tarde, tomar café na rua, se empaturrar de guloseimas. Nesse último quesito não chegamos a tanto, mas foi bacana comer medialunas doces e salgada, cortado e juco de pina em um simpático café perto do Museu de Belas Artes. Aproveitamos para conhecer melhor o Museu e ainda vimos, no lado de fora, uma exposição de fotos com crianças com síndrome de Down com os “modelos” presentes junto às fotos, muito bacana. Seguimos caminhando pelo centro histórico, entramos na bela Biblioteca Nacional, no Centro de Artesanato da Santa Lucia (melhor opção para lembranças) e no entorno do Palácio La Moneda, sede do governo, onde pudemos entrar depois de criteriosa revista. Após isso pegamos o metrô e fomos conhecer o Bairro Providência e adjacências, tudo muito chique. Lá encaramos o gigantesco Costanera Center, recém inaugurado e tido como o maior shopping da América Latina, com lojas que não existem no Brasil e preços não muito abusivos. E foi “só”.
Cervejas do dia: A sempre ótima alemã Beck’s, lindamente consumida quando paramos para matar a sede na Providência, uma Austral Calafate no shopping, sazonal e feita de uma frutinha argentina, Salzburg, bacana, e Paceña, uma boliviana legalzinha.

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Dia 6: principais atrações vistas, optamos por dar uma volta pelo centro, fim de semana tranquilo e com muitas bicicletas nas ruas, o elevador do Cerro Santa Lúcia perto do hotel e umas lembrancinhas, no Museu de Belas Artes e no Mercado Central. Resolvemos conhecer o Parque Bicentenário, no chique bairro de Vitacura. Depois de algumas estações de metrô e uma boa caminhada por avenidas largas e cheias de prédios enormes, chegamos ao Parque, muito bem cuidado, grande e agradável, onde fica um prédio gigante e estiloso do Banco do Chile. Almoçamos por lá mesmo, no Mestizo, ambiente bacana, chique sem frescura. O côngrio estava gostoso, brasileiros puxando papo sobre futebol, fim de tarde no parque. De táxi voltamos ao Costanera para as sobremesas, por causa de lojas que não temos aqui, como Fredo e Cinamon. Restou um gás para, depois de mais um pouco de metrô, conhecermos o Bairro Brasil, com a Praça cheia de gente, uma homenagem a Jobim inaugurada por FHC, muito descuidada, e barzinhos mais pé-sujo (estava sentindo falta 😁), onde arrematei uma Escudo de litro, tampa de plástico e de rosca! Finalizamos no The Clinic, mistura de bar temático, loja de disco, exposição de arte, ambiente incrível, dica do MAC, editor do screamyell. Mojito, chopp Stella Artois e rock’n’roll! Hora de voltar pro hotel, arrumar as malas e diminuir o peso, esvaziando uma garrafa de vinho.
Cervejas do Dia: Szot Amber Ale, ótima, e Negra Modelo, bem boa.

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Dia 7: volta sem problemas, tranquilo. Valeu demais Chile, Sur del Mundo!!