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Registro do Paraibuna, caminho novo da Estrada Real

Em Rio das Flores , muitas fazendas da época do Ciclo do Café
Mais uma das muitas estações de trem abandonadas, desta feita em Sapucaia
Além Paraíba
Aproximadamente 360 km

Percorrido em 16 de janeiro de 2022, com uma Honda CB 500X

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Bom Jardim de Minas tem um centrinho caprichado, e muitas cachoeiras

Santa Rita do Jacutinga atualmente tem muitas opções pra quem curte cicloturismo
Rio Preto
Santa Bárbara do Monte Verde
243 km. Cidadezinhas simpática e iguais

Percorrido em 22 de dezembro de 2021, com uma Honda CB 500X

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O Santuário Ecológico de Água Santa fica próximo à cidade de Bicas – MG. Conheci por intermédio desse link

Pequeri é pequena e simpática
Mar de Espanha
Ruína da antiga estação de Chiador
185 km mais ou menos. O único trecho realmente ruim é o que liga Mar de Espanha a Chiador, cheio de “costela de vaca”

Percorrido em 6 de novembro de 2021, com uma Honda CB 500X

Amilton

Nunca fui grande fã de corrida de baratinhas. Acordava cedo pra ver o Piquet e gostava muito mais quando ele fazia alguma merda do que quando ganhava uma corrida. Senna era meio mala, um grande craque antipático e soberbo, tal qual um Rogério Ceni, um Cristiano Ronaldo. Craques fodas. E malas.

Mas aí o mundo ficou ainda mais chato e mala que todos esses caras juntos. E, correndo de baratinha, surge um preto que bate todos os recordes. Que ganha milhões, mas defende as causas que ele (e eu) acham justas. Piquet, que é meu faixa, seria hoje um direitista, um centrista? Senna: seria um defensor dos oprimidos? Carregaria bandeirinha do Brasil tal um bolsominion acéfalo de camisa pólo e sapatênis? Vai saber.

E o preto, biliardário, gente boa, que ganhou tudo e defende os excluídos? Sei lá, mas tô com ele.

Mais um mestre nos deixa

E hoje perdemos Quino, o lendário quadrinhista argentino, criador da Mafalda, “a menina que questiona o mundo”. Um gigante, dos desenhos, das tiras cômicas, reflexivas, da contestação, do refletir o cotidiano. Obrigado, seo Joaquín.

Quando encontrei a Mafalda. Buenos Aires, 2007

Idles

Ouvindo agora o novo álbum dos barulhentos britânicos do IDLES, Ultra Mono. Preferia tirar o vinil do plástico, apreciar a capa, acompanhar as letras pelo encarte. Já que não rola, dá pra ir vendo as animações no Spotify, e também as letras (não todas), além de um storyline, legalzinho. E, claro, caçando na rede tudo que estão falando por aí (não tem muita coisa, ainda, o que é bom, evitando o hype).

Entre os muitos links, o do site oficial da banda que, se não tem muita coisa, tem essa camisa no merch. Adorei

Só dançando

Model village foi a que gostei mais. E viva o barulho, o rock, o indie, o engajamento. Apreciado de que forma for.

Vida. Passado. Coisas

Nasci no morro. Tive, e tenho, amigos playboys. Amigos de verdade. “Culpa” de Seo Alceu, o bom e velho e pai que, professor do MOBRAL, tratou de colocar o filho no melhor colégio da cidade. Dona Lúcia não me deixava ir jogar bola no campinho em frente. Lá, filho, lama, vagabundos. O Colégio dos padres, sim, é futuro.

Eu faria diferente?

O tempo passa. Nostalgia. Rock. Punk Rock. O meu bairro, a minha rua …

40 anos depois, temos esses caras aí, Flicts, cantando toda essa coisa punkada, gritada. “A vida é necessidade. Entregar-se é morrer”. A luta antifascista. Me fazendo lembrar do morro, da grade, dos moleques se divertindo enquanto eu varria a calçada, da carona que não me deram, da revolta que eu não devo (devo?) transmitir pros meus pequenos.

Life goes on. A banda: “Quem são os caras que seguram sua barra, sem querer saber o que vai acontecer?”

Os playboys: Ah, estão lá, com certeza.

O novo e o velho

As pessoas se preocupam com o Rock in Rio. As pessoas gostam de “levanta a mão”, de “sai do chão”, de show de banda velha, de selfies com linguinha de fora, de pirotecnia. Só que eu não gosto das pessoas. De quase todas as pessoas, e muito menos dessas. Enquanto os curupiras se deliciavam com Alter Bridge, eu troquei de canal e vi o Bis transmitindo o Glastonbury com Patti Smith, Paul Weller e tals. Lindos. Mas velhos. Desliga tudo. Liga o note. Busca novidade. Até que, mermão, que porra é essa??

Adeus velhinhos caquéticos. A Shilpinha acaba de encerrar a briga por melhor música do ano. Lambam vossas rugas. I’m out.

 

Vai o osso, fica a obra

Este humilde e desnecessário blog parece que virou um obituário. O último post, há longos 4 meses, tratava das perdas de Kid Vinil e Chris Cornell. A vida seguiu medíocre, mundana, igual. Morreram pessoas boas, endeusaram craques mimados, prenderam eleitos por milhões. Imagens filtradas sempre fizeram parecer que tudo estava bem. Mas a morte, meu irmão, é a morte.

Daí que numa sexta em que aumentava a gostosa apreensão pela chegada do The Who ao nosso país escroto, eis que ela, a morte, resolve atacar impiedosamente, de novo. Harry Dean Stanton atuou em Pretty in Pink, um marco absoluto dos 80’s e cuja faixa título é uma das mais lindas músicas all time. O veinho magricela que fez trocentos filmes partiu. Se foi. Um abraço.

Mas como desgraça pouca é bobagem, também subiu Grant Hart. O batera do Husker Du, uma das mais importantes, lindas, maravilhosas e descaralhantes  bandas que habitaram essa bolota, sucumbiu a algumas dessas merdas que infectam nossas células.

 

grant-hart

E que siga o baile. Triste baile.