Voice over

O programa mais incensado no momento na moribunda TV nacional é o tal de The Voice, nada além de mais uma versão de um programa de sucesso em TVs de outros países. Um programa de calouros chique, com muita produção pra esconder a mediocridade. Mas o que me incomoda demais é o fato dos “artistas” apenas regurgitarem pela enésima vez o remexido baú de sucessos (…) do passado. Nada de novo. Não vivi a época dos Festivais Internacionais de Música, mas as tretas com o governo na época foram um marco na música nacional. E que caberiam muito bem hoje, já que estamos, teoricamente, lutando por direitos (alguns deles novos). Que tal um Festival de “novos cantores”, que apresentasse algo realmente novo? Boas músicas novas, é pedir demais?

fic

Tá fácil pra ninguém

Teólogo diz que Jesus foi uma ficção criada por aristocratas romanos

Cidadãos alertas precisam saber a verdade sobre nosso passado para que possamos entender como e porque governos criam falsas histórias e falsos deuses. Isso é feito, frequentemente, para obter uma ordem social que vai contra os interesses do povo comum

Neurologista acredita que o amor é produto de neurônios lentos

neurônios lentos podem ser responsáveis pelo sentimento que conhecemos como amor. Por consequência, essas células também seriam as causadoras da tendência que humanos tem de formar famílias baseadas em relações monogâmicas, ao contrário de 90% de outros mamíferos.

Punk inocente

Hoje uma amiga me mandou esse post sinistro no Buzzfeed: 23 Pieces Of Evidence That Punk Is Dead. A velha história do punk morreu. Moicano de perna-de-pau pagodeiro, putz. Como eu não sei se o punk nasceu, depois de ouvir milhares de banda assim rotuladas, ler vários livros e assistir muitos documentários sobre o assunto, consolo-me ouvindo Os Estudantes, por exemplo, ou divulgando, para quem ainda não viu, o mini documentário do Inocentes, das primeiras punks desse país, que já tocou no Bolinha e na Mara Maravilha. Ou seja, filhos, o assunto é batidão (entenda como quiser …)

Magrelas

Hoje é o Dia Mundial Sem Carro. Tá, essas datas têm muito pouca efetividade, são ideias marketeiras que não atingem seu propósito no Brasil. Sem carro? No Brasil? Que tem um carro para cada cinco habitantes? Difícil. O estresse do trânsito, a falta de educação do motorista (que não conhece nada do Código referente a carros, imagina a bikes – carregue consigo) e falta de infra pra pedalar não combinam com “sem carro”. Mas vale a pena tentar, você pode ficar viciado como o velhinho dono da Giant, que pedala 40km todo dia, ou pode simplesmente conhecer uma grande opção de mobilidade. Hoje pedalo 12 km todo dia, no deslocamento casa-trabalho e sou bem feliz com isso. Sem carro.

PS: ainda não vi essa “seta para bicicletas” por aqui, ótima ideia.

Rock in Rio de ú é ola

Quando Chuck Berry pendurou naquele piano, alguns meses antes de Elvis ser reprovado num teste da Stax, e criar o único estilo realmente mundial da música, ninguém poderia imaginar que WASP americanos seriam aplaudidos por uma multidão de terceiro-mundistas paspalhos que aplaudem o cara que denunciou o MP3, ou o que disse que seu pau é “um supremacista branco”. Abramos nossas fendas para o lixo americano!

Músicas instigam

Um dia normal no trabalho. Um tempinho para ouvir um som na hora do almoço. Aciono o play no meu BeyondPod e lá vem um podcast alheio, desta feita o Conexões, da Oi FM. Vários sons legais misturados naquele sono. Mas, filho, algumas músicas tem um troço qualquer que dão um start louco de não sei o quê. “Meu, quanto tempo não ouço isso. Que puta música linda do caralho. Que versão é essa”. Enquanto não chego em casa e aciono aquele som no meu player, acompanho a letra, busco por outras versões no YT, não sacio minha incontida vontade matar a saudade. Ou de não matar. De só lembrar. Músicas instigam.

Mártir de nada

Enquanto nós estamos aqui, diante de nossos computadores, celulares e tablets, nos entupindo de informação inócua, achincalhando gente como a gente, compartilhando um monte de piadinhas sem graça, babando com coisas que nunca teremos, uma senhora boliviana, que largou sua miserável aldeia para trabalhar 14 horas por dia em um fétido quarto na maior metrópole de um país escroto, mas menos escroto que o dela, resolve voltar para casa. O motivo: os malucões, mermão, querem grana, precisam cheirar, precisam de Nike Shox, querem i-isso e i-aquilo, querem aquela vida bandida que uns adoram endeusar, funkear, american-style para o Esquenta. Nem que para isso um moleque de 5 anos com cara de índio, pobre e fudido, tenha que levar um tiro no meio da testa. Deus terá misericórdia dirão uns. Deus não existe dirão outros (eu!). Domingo tem jogo, férias de julho, vida que segue. Os pais do tal moleque, agora um cadáver, resolvem voltar para a sua aldeia, no país que cultiva em cada quintal aquele pó branco que os preiba precisa muito, nem que para isso …

O mundo nunca foi tão bom

“… as maiores atrocidades da história não foram de responsabilidade de sociopatas ou fanáticos, mas de pessoas comuns que se deixaram levar por líderes carismáticos”

“Durante toda a minha carreira, tentei derrubar essa falácia de que a mente é uma tábula rasa e de que qualquer traço humano é fruto do meio em que ele vive ou é moldado pelas instituições sociais.”

“O processo civilizatório, com o advento do estado, a institucionalização da Justiça, a difusão e o aprimoramento da cultura, permitiu que os anjos derrotassem os demônios. Foi o que livrou a espécie humana da barbárie”

Nessa entrevista de Steven Pinker para a Veja, o professor de psicologia de Harvard prova que o mundo hoje é menos violento que outrora. Opinião que sempre compartilhei e que não se trata de otimismo besta: nossa consciência vai nos levar a um lugar melhor. É o homem que está traçando seu caminho e não forças ocultas que ele, homem, não conhece.