Hope

2019. Uma banda de punk rock (!), da Nova Zelândia (!!), que o vocalista é cadeirante (!!!). O mundo bom. O mundo que tem jeito.

Fala sério, por favor

Amem o futebol. Perdesse hoje o Flamengo para o Íbis, um time que, assim como o Palmeiras, ou o Terceirense, ou o Asco, que não têm mundial, toda a arco-íris estaria igualmente se regojizando. A democracia que falta no Brasil está lindamente representada no esporte bretão onde todos tem vez, nem que seja compartilhando aqueles memes ridículos reaproveitados pelos que tem preguiça, ou incompetência, de se manifestar por si só.

Quadradinho

Meu pai conta que ele, tricolor, ficava de cara quando eu, pirralhinho, apontava e sorria para os caras de vermelho e preto diante dos jogos na televisão: paixão rubro-negra. Amigo fissurado em carros e motos me mostrando suas revistas importadas e, com isso, fazendo brilhar meus olhos e criando uma paixão por motores. As ondas do dial no meu velho walkmen ecoando os programas Mack Twist e Novas Tendências na Fluminense FM, bagunçando meu sistema nervoso e me apontando um mundo incrível ante à mesmice então reinante: paixão pela música alternativa e, consequentemente, pelo cinema out hollywood. A despretensiosa compra de uma magrela de duas rodas para ir trabalhar que de repente me atiça ir cada vez mais longe e a minha paixão por pedalar. Um brinde com um amigo com uma cerveja belga presenteada e a descoberta de que havia muito mais a explorar naquele mundo maravilhosamente etílico que eu já vivia.

Eu lembro (claro) de toda essa velharia mas não sei bem onde exatamente começou minha paixão por quadrinhos, a maravilhosa arte sequencial desenhada. Mas é mais que sabido que “desde criança só lemos os quadrinhos nos jornais”

Ah, hoje é o dia do Quadrinho Nacional 🙂

Dia do Quadrinho Nacional

Dia do Quadrinho Nacional

Deutschland

Escrevo essas mirradas antes da semifinal entre BRA e GER, já que nada falei por aqui da Copinha do Blatter (by Maurício Ronca-Ronca). Tenho comigo que um cara que é tão apaixonado por um clube não liga muito pra Seleção Brasileira. Os malucos que tatuam escudos tão nem aí pra Copa do Mundo. Mas no momento quero saudar os germânicos:

alemanha01

alemanha02

alemanha03

Ou seja, haja o que houver eu tô na moral!

Mártir de nada

Enquanto nós estamos aqui, diante de nossos computadores, celulares e tablets, nos entupindo de informação inócua, achincalhando gente como a gente, compartilhando um monte de piadinhas sem graça, babando com coisas que nunca teremos, uma senhora boliviana, que largou sua miserável aldeia para trabalhar 14 horas por dia em um fétido quarto na maior metrópole de um país escroto, mas menos escroto que o dela, resolve voltar para casa. O motivo: os malucões, mermão, querem grana, precisam cheirar, precisam de Nike Shox, querem i-isso e i-aquilo, querem aquela vida bandida que uns adoram endeusar, funkear, american-style para o Esquenta. Nem que para isso um moleque de 5 anos com cara de índio, pobre e fudido, tenha que levar um tiro no meio da testa. Deus terá misericórdia dirão uns. Deus não existe dirão outros (eu!). Domingo tem jogo, férias de julho, vida que segue. Os pais do tal moleque, agora um cadáver, resolvem voltar para a sua aldeia, no país que cultiva em cada quintal aquele pó branco que os preiba precisa muito, nem que para isso …