Processamento de imagens em lote

Quando o difícil fica fácil, ou “eu-não-canso-de-me-surpreender”: Phatch (Photo Batch Processor) é um software (open source) que é um verdadeiro canivete suiço para manipulação de imagens: redimensionamento em batch, rotação, bordas arredondadas (alegria para webdesigners iniciantes), sombras, marca d’agua, etc. Tudo fácil. Um pequeno tutorial?

1) Página do projeto ou baixe direto o pacote deb para o Ubuntu 8.04 (mas tem versões para outros SO caso você seja um masoquista);

2) Uma vez instalado, o menino te apresentará isso:

Aqui uma pequena diferença em relação ao que se vê normalmente. O que você quer fazer com suas imagens tem que estar num pacote pronto. Então vá até essa página (traduzida com o tradutor do Google mas já quebra um galho), e baixe para algum lugar do seu computador algum arquivo com a extensão .phatch que faça o que desejas. Esse, por exemplo, vai criar uma borda arredondada com sombra em todas as imagens do diretório X. Mas, claro, o programa já vem com opções prontas:

Você vai precisar escolher a ação, salvar em algum lugar e depois ir em “excute the action”. Escolha o diretório onde estão as imagens e o Phatch irá criar uma nova pasta com todas as imagens já editadas. Teste e não se arrependa. Eu descobri isso no Smashing Magazine e, caso você não passe por lá regularmente, sua vida não é tão bela quanto a minha 😉

Know your enemies

Reverberando a matéria de Renato Cruz para o Estadão de 31 de maio: “Nós temos três inimigos: o vendedor mal-informado, o técnico mal-intencionado e o amigo que pensa que entende de computador (…) o vendedor mal-intencionado diz ao consumidor que o Linux é difícil, e muitas vezes indica um técnico para substituir o software por uma versão pirateada do Windows. O técnico mal-intencionado chega a cobrar R$ 100 para trocar o Linux pelo Windows pirata. E o amigo que pensa que entende de informática, (…) estranha o Linux e troca o sistema operacional pelo Windows pirata, de graça.”

Nós, apreciadores do Software Livre, já sabemos disso, mas cabe a pergunta: Estamos fazendo o suficiente pra mudar isso? Definitivamente não. Na mesma matéria temos que “rival do Windows tem hoje só 2% do mercado no País”. 2%? Irrisório.

Cada um com seus argumentos, sem chatice e sem fanatismos precisamos mudar isso. Afinal de contas, o Linux é lindo 😉

Pílula

” … podemos citar a revolução da medicação genérica como exemplo de
open source aplicado ao “mundo real”. A quebra das patentes
estrangeiras de medicações tradicionais foi fundamental para a
fabricação de remédios genéricos, muito mais baratos e acessíveis,
justamente por livrarem o usuário do pagamento de royalties por uma
marca consolidada.
Assistimos, assim, o conceito do copyleft aplicado aos medicamentos, com resultados celebrados por todos os usuários. Assim, concluindo, o mundo me parece cada vez mais open source, com benefícios diretos para todos, de maneira geral…”

Por Fabiano Pereira, no iMasters

Software livre, idéia livre

Elephant’s Dream foi o “primeiro ‘open movie’ do mundo, feito inteiramente com ‘open source graphics’, como Blender, e com todos os arquivos usados durante a produção disponibilizados sob uma licença Creative Commons.”

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Iniciativa das mais louváveis, lógico, apesar de que o filme era doidão demais: 11 minutos de belos gráficos e uma estória meio sem-pé-nem-cabeça. E já está na praça o mais novo filme realizado sob as mesmas condições: Big Buck Bunny está previsto para março de 2008, e com 34 euros você pode comprar o DVD e ajudar o projeto.

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E se o assunto é mídia+software livre, você também pode ajudar a fazer o novo videoclipe do R.E.M: a música Supernatural Serious, do próximo álbum, Accelearate, tem um site em que você pode mixar as partes e divulgar o resultado no You Tube. Se a banda já não é mais a mesma dos áureos tempos de Murmur, Document e Green, e se a iniciativa não é tão radical (nem inédita) quanto à do Radiohead, não dá pra deixar de citar mais esse bem-vindo exemplo “colaborativo”.

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Simplificando sua vida

Quando termino de assistir a um filme e gosto muito do dito cujo, tenho o hábito de extrair do DVD o trailer ou alguma cena importante para guardar no meu HD. Claro que, do jeito que as coisas andam, em pouco tempo será comum guardar filmes inteiros no computador. Prática que não me sensibiliza muito, pelo menos por enquanto. Dos filmes que tenho em DVD, acho que o único que assisti mais de uma vez foi o maravilhoso Durval Discos. Então acho que seria desperdício de espaço (e já notaram que o preço dos PCs está caindo muito, mas o dos periféricos nem tanto? Um bom HD de 300 Gb ou mais não sai por menos de R$ 600,00 o que, proporcionalmente ao preço dos “computadores populares” é muito.)

Bem, voltando ao início … O post aqui é só pra dizer que a mais prática ferramenta pra extrair alguma parte de um DVD é o ótimo Thoggen. Confesso que ainda o usava o dvdshrink e o dvdrip que, para mim, têm funções demais e ainda andaram encrencando com o áudio. Mas o Thoggen veio pra mostrar mais uma vez que simplicidade e eficiência não são antônimos! apt get install nele!