O dilema da ética

Tá, como deu a entender o post anterior, é preciso dar um tempo nas patrulhas ideológicas. Mas, engraçado, eu também me identifiquei muito com esses textos:

“Meu coração está aos pulos!

Quantas vezes minha esperança será posta à prova?

Por quantas provas terá ela que passar? Tudo isso que está aí no ar, malas, cuecas que voam entupidas de dinheiro, do meu, do nosso dinheiro que reservamos duramente para educar os meninos mais pobres que nós, para cuidar gratuitamente da saúde deles e dos seus pais, esse dinheiro viaja na bagagem da impunidade e eu não posso mais.

Quantas vezes, meu amigo, meu rapaz, minha confiança vai ser posta à prova?

Quantas vezes minha esperança vai esperar no cais?

Meu coração está no escuro, a luz é simples, regada ao conselho simples de meu pai, minha mãe, minha avó e os justos que os precederam: “Não roubarás”, “Devolva o lápis do coleguinha”, “Esse apontador não é seu, minha filha”. Ao invés disso, tanta coisa nojenta e torpe tenho tido que escutar.

Até habeas corpus preventivo, coisa da qual nunca tinha visto falar e sobre a qual minha pobre lógica ainda insiste: esse é o tipo de benefício que só ao culpado interessará. Pois bem, se mexeram comigo, com a velha e fiel fé do meu povo sofrido, então agora eu vou sacanear: mais honesta ainda vou ficar.

Só de sacanagem! Dirão: “Deixa de ser boba, desde Cabral que aqui todo mundo rouba” e vou dizer: “Não importa, será esse o meu carnaval, vou confiar mais e outra vez. Eu, meu irmão, meu filho e meus amigos, vamos pagar limpo a quem a gente deve e receber limpo do nosso freguês. Com o tempo a gente consegue ser livre, ético e o escambau.”

Dirão: “É inútil, todo o mundo aqui é corrupto, desde o primeiro homem que veio de Portugal”. Eu direi: Não admito, minha esperança é imortal. Eu repito, ouviram? Imortal! Sei que não dá para mudar o começo mas, se a gente quiser, vai dar para mudar o final!”

Por Elisa Lucinda


“A politica apenas reflete a sociedade, se a sociedade está sem Ética, chafurdando no jeitinho, na lei de Gerson, natural que a politica também esteja.

Quando a sociedade mudar sua forma de ser, de agir, ou seja o individuo que forma essa sociedade mudar, deixando o falso moralismo de lado (cobrar ética dos politicos se vende seu voto é imoral) é aí que talvez a politica mudará.

Não me estresso, não me irrito, não me indiguino com a politica, e sim com a atual sociedade brasileira, que insiste em achar que pode continuar mentindo, vendendo voto, ficando com o troco a mais, comprando CD por 5 Reais, rindo de quem paga o devido, andando pelo acostamento em engarrafamento, jogando seu cigarro no chão, e tantas outras faltas de caráter, ética e de bom senso que vemos comumente no dia-a-dia. Quando esses fatos deixarem de ocorrer, quem sabe, a sociedade poderá ter o direito de cobrar algo de seus políticos, até lá ignoro qualquer grito de
moralidade na política e grito: “Consciência Já”.

Eis meu desabafo, que espero que entendam que não é pessoal e sim um grito contra o conformismo e falta de ética.”

Por Ricardo Macari


Dilema. Votar nulo. Ser ético. Participar. Deixar pra lá. Dilema. Mas, como bem dizia Fernando Pessoa: “quem questiona muito, a vida não entende”

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