Abaixo aos rabujentos

Da impagável e sensacional newsletter d’A Várzea, do site Trivela:

GUIA A VÁRZEA DE COMEMORAÇÕES DE GOL

Lugar de polêmica é no boteco. A Várzea, ao contrário do que pode dar
a entender às vezes, reconhece que futebol é coisa séria e precisa
ser tratado como tal. Em defesa da pureza do esporte e do respeito
entre os profissionais e torcedores, a newsletter decidiu elaborar um
código de conduta para que não se repitam cenas lamentáveis como a
absurda comemoração de Souza, que teve a ousadia de esfregar os olhos
como se estivesse chorando, só para tripudiar o pobre do Botafogo,
que não fez nada para merecer isso.

Recomenda-se que, a partir de agora, fique proibida a comemoração com
soco no ar. É uma apologia à violência que não colabora em nada com a
paz nos estádios. Dançar o ‘Créu’, então, nem pensar. Onde já se viu,
uma simulação de estupro em pleno campo de futebol? Fazer o sinal da
cruz, apontar os dedos para o céu e outras louvações do tipo também
estão desaconselhadas. É uma provocação barata aos ateus.
Coreografias de pagode e axé, então… o que os roqueiros vão pensar?

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De maneira a tornar o futebol organizado como deve ser, fica
padronizada uma forma única de comemoração. Os colegas de equipe
devem se dirigir ao autor do gol, fazer fila e dizer: “Primorosa
finalização, companheiro”. O responsável pelo tento deve apertar a
mão de cada um e responder: “Agradecido, colega”. Nesse momento,
todos os torcedores devem se levantar, e, respeitosamente, repetir em
voz baixa: “Primorosa finalização”. O autor do gol deve se dirigir ao
centro do campo e responder: “Agradecido, torcedores”.

A Várzea já encaminhou seu guia ao STJD e solicitou que as medidas
sejam adotadas. Para o infrator, punição de 120 a 540 dias – jogando
no Botafogo.

Software livre, idéia livre

Elephant’s Dream foi o “primeiro ‘open movie’ do mundo, feito inteiramente com ‘open source graphics’, como Blender, e com todos os arquivos usados durante a produção disponibilizados sob uma licença Creative Commons.”

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Iniciativa das mais louváveis, lógico, apesar de que o filme era doidão demais: 11 minutos de belos gráficos e uma estória meio sem-pé-nem-cabeça. E já está na praça o mais novo filme realizado sob as mesmas condições: Big Buck Bunny está previsto para março de 2008, e com 34 euros você pode comprar o DVD e ajudar o projeto.

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E se o assunto é mídia+software livre, você também pode ajudar a fazer o novo videoclipe do R.E.M: a música Supernatural Serious, do próximo álbum, Accelearate, tem um site em que você pode mixar as partes e divulgar o resultado no You Tube. Se a banda já não é mais a mesma dos áureos tempos de Murmur, Document e Green, e se a iniciativa não é tão radical (nem inédita) quanto à do Radiohead, não dá pra deixar de citar mais esse bem-vindo exemplo “colaborativo”.

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Fotografia é arte?

Quem não gosta de ver belas imagens? Uma bela foto, um quadro bonito, uma imagem alegre, curiosa. Eu troco meu wallpaper toda semana, assino feeds do Flickr, do Daily Comic Cover (todo dia uma capa de história em quadrinhos antiga), do PowerClip ou do VGLib (vetoriais sensacionais), sempre dou uma passada nos sites de fotógrafos indicados pelo Blund.eu (muita mulher bonita, assim como no You Sexy Thing), enfim, belos gráficos é comigo mesmo. Sou meio frustrado por não saber desenhar e não saber muito de Gimp ;-(
E minha descoberta recente é a Drexter Magazine, revista em pdf da Indonesia (em inglês) que, no seu Nr 1 pergunta: “Is photography art?”. A julgar pelo visto nas 26 páginas da edição, a resposta é sim, sem dúvida.

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Imagens da Drexter Magazine

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Isso foi feito no Corel Draw

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Jessica Simpson no You Sexy Thing

Crust core

Da Wikipedia: “Crustcore: associado à cultura da segunda geração anarcopunk (ecologia, anarquismo, pró-libertação animal), se assemelha ao grindcore no extremismo mas diminui consideravelmente a influência das estruturas musicais do doom metal.” E uma banda com o nome de Crustina Aguilera não pode ser ruim!

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Do vinil para o iPod

Bem, vou começar dizendo duas coisas: uma que eu já achei na internet praticamente todos os meus álbuns de vinil que deixei na casa da minha mãe (e também muitos outros que eu nem sonhava encontrar). Outra é que eu não consigo ouvir todas as músicas que eu trago pro meu PC: vou colocando numa pasta temporária antes de levá-las para a pasta “My Radio”, que eu possuo por aqui e que é a pasta da playlist do RhythmBox. Gosto de ouvir com calma o que baixei, mas a falta de tempo aliada ao meu recente upgrade de banda e a enorme oferta de boa música por aí, tem causado o inchaço dessa minha pasta temporária … Dito isto, pelo menos pra mim, digitalizar vinis está totalmente fora de cogitação. Mas a idéia é boa e o aparelho da Numark (que fabrica o iDJ), é bem bonito:

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Via Engadget

Quero descer desse mundo de velhos (de espírito)

Não, eu definitivamente não acredito. Dá uma olhada nas primeiras colocadas no ranking das 500 mais da Kiss FM: 5º – The Beatles – Help!; 4º – Deep Purple – Smoke on the water, 3º – Pink Floyd – Another Brick in the wall, 2º – Led Zeppelin Stairway to heaven, 1º – Queen – Bohemian Rhapsody; Não é possível, vou procurar um pouco mais, dar uma olhada mais pra frente: Eagles? Rush? Dire Straits? Tá, eles venceram. November Rain foi a mais nova que eu achei. Eu fiquei louco, essa matéria deve ter uns 15 anos. Não? Deprimente, eu acho. Curioso, no mínimo. Nunca foi tão fácil procurar (e achar) novas e ótimas bandas nacionais e gringas, de todos os estilos, e a moçada ouvindo essas coisas jurássicas. Quando eu vejo minha prima de dezoito anos toda empolgada com o acústico do Ultraje a Rigor, é porque definitivamente algo está errado nesse mundo. E essa tal de Kiss até aparece numas listas de “mais populares”. Até a Ipanema FM, que eu considerava um oásis no dial, tem o seu “Atari Hits”, uma coleção das mais insuportáveis e remexidas músicas dos 80 e 90 (e eu adorava Atari). Acorda minha gente, estamos no século XXI, sabiam?

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Cerveja com chimarrão dá certo?

Não, não é a invenção de nehuma bebida que se consiga beber tanto no abrasivo verão porto-alegrense (34 e subindo) quanto no gélido inverno dos pampas. É que a Dado Bier (uma cervejaria que teve tradição nos grandes centros, e eu digo “teve” porque não existe mais no Rio ou SP, me corrijam), agora tem no seu catálogo a Ilex, que leva erva-mate na composição. Ainda não vi por aqui, mas pelo menos o kit copo-cuia do material promocional é bem bonito.

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Via Bares e Futilidades