Eu não sou daqui

Seria cômico se não fosse trágico: No Euro 2008: aquele exemplo de organização, gramados e estádios impecáveis, gente linda nas arquibancadas e, claro, grandes jogos entre aqueles que nós costumávamos chamar de brucutus, retranqueiros, “cintura-dura” e por aí vai. Fantástica cobertura pelo site e, incrível, quem já parou pra prestar atenção nos hinos das torcidas? Músicas de Oasis, Franz Ferdinad e Libertines cantadas em uníssono pela galera com suas pints na mão. “Seven Nation Army” o já clássico dos clásicos do White Stripes pode ser ouvida a qualquer momento. Lindo. E as Euro Girls? Quanta inveja.

Enquanto isso, na terra do futebol, dos craques, dos melhores do mundo: um esquecível e entediante BRA x ARG. O meio-de-campo mais medíocre da história da amarelinha e, pior, a morte definitiva: show de Jota Quest no intervalo e a galera cantando a Ivéti. Que mal eu fiz a Deus?

Mas nem tudo são espinhos, afinal a moçadinha sabe o que é bom e continua amando a Nação!;-)

Know your enemies

Reverberando a matéria de Renato Cruz para o Estadão de 31 de maio: “Nós temos três inimigos: o vendedor mal-informado, o técnico mal-intencionado e o amigo que pensa que entende de computador (…) o vendedor mal-intencionado diz ao consumidor que o Linux é difícil, e muitas vezes indica um técnico para substituir o software por uma versão pirateada do Windows. O técnico mal-intencionado chega a cobrar R$ 100 para trocar o Linux pelo Windows pirata. E o amigo que pensa que entende de informática, (…) estranha o Linux e troca o sistema operacional pelo Windows pirata, de graça.”

Nós, apreciadores do Software Livre, já sabemos disso, mas cabe a pergunta: Estamos fazendo o suficiente pra mudar isso? Definitivamente não. Na mesma matéria temos que “rival do Windows tem hoje só 2% do mercado no País”. 2%? Irrisório.

Cada um com seus argumentos, sem chatice e sem fanatismos precisamos mudar isso. Afinal de contas, o Linux é lindo 😉

Confraria de cervejeiros

Não que eu vá pegar R$ 70,00 (preço para o RS), mas achei bacana a idéia de participar de uma “confraria de cervejeiros”. A parceria do CervejasNet e do Edu Passarelli Recomenda (vale muito a visita de ambos para os apreciadores da loira gelada) deu origem à idéia: duas cervejas especiais e mais alguns brindes mensalmente na sua casa! “A Confraria Cervejasnet é um clube para apreciadores de cervejas diferenciadas criado com a finalidade de proporcionar aos confrades o crescimento da cultura cervejeira através da troca de conhecimento, informações, degustação de novos produtos, descoberta de novos produtores e antecipação de lançamentos, fazendo com que a distância geográfica não seja impedimento para que isto ocorra.”

Indiana Jones e a integridade

Eu sou tido como um cara do contra. O que gosta de filmes e música que ninguém conhece, o cara que só usa software livre e tal. Claro, nem todo mundo acha isso, eu não ligo pra isso e isso não é verdade (eu sou Flamengo, quer coisa mais popular?). Esse humilde blog começou no dia que eu vi a página do Dead Fish na internet, lançando disco novo. Toda feita em Flash. E eu arrumei uma inimizade com o cara que fez o site porque escrevi pra ele dizendo que punk não combinava com software proprietário. Pra mim, inocente e radical, isso era uma contradição. O tempo passou e fiquei mais na minha, não compro briga. Nevermind. Don’t give a fuck. Ouço minha música e tomo minha cerveja. E continuo observando tudo por aí.

Bem, e o Indiana Jones? Marcelo Janot, no Cultblog (sobre a programação do Telecine Cult), conta que na pre-estréia para a imprensa foi tratado tal e qual um terceiro-mundista: entrar na sala de exibição exigiu revista rigorosa, tratamento desrespeitoso por parte da distribuidora, etc. Então ele foi reclamar com uma amiga da Paramount. Então vê: “O tratamento humilhante imposto aos jornalistas brasileiros é, segundo as palavras dela, “ordem expressa da Lucas Film”. Ou seja, é a mesma linha de raciocínio utilizado pelos americanos para te revistar, esculachar ou até mesmo te deportar caso na hora de entrar nos Estados Unidos o funcionário da imigração não vá com a sua cara: até que seja provado o contrário, todos nós, cidadãos de terceiro mundo, somos terroristas e pirateadores de filmes em potencial. Que pena, George Lucas. Como alguém que sabe ganhar tanto dinheiro consegue adotar uma postura tão burra?”.

E agora? fico com a alegria que George Lucas já me proporcionou, ou fico com raiva em ler uma coisa dessas? Eu ainda nem vi o filme. Vou boicotar, deixando George Lucas 10 reais menos milionário? Ou vou comprar centenas de cópias nos camelôs e ajudar a destruir o império ianque?

Design

Um belíssimo exercício de design: o XYZ Computer Desk reúne desktop e mesa numa única peça (repare nas entradas laterais). Segundo os criadores é “tão bonito quanto um Mac e tão fácil de fazer upgrade quanto um PC”. Ia ficar ótimo no meu quarto.