Lyrics that matter

“An eye for an eye, tooth for a tooth,
Vote for me and I’ll set you free (…)
Segregation, determination, demonstration, integration,
Aggravation, humiliation, obligation to our nation
Ball of confusion, oh yeah
That’s what the world is today (…)

A versão definitiva é do Love and Rockets, o Anthrax também regravou, mas vale saber que o original é do The Temptations, em 1970. Mas se a letra tivesse sido escrita ontem ninguém estranharia …

Música Para Baixar

O Música Para Baixar começou no FISL 10. Eu estava no Fórum e, embora apaixonado por música, pouco interagi com o pessoal que trocava altas ideias de dia e fazia um som à noite em algumas bibocas de PoA. Sem entrar no complicado mérito de toda essa coisa (onde creio que o grande problema seja a solução que deva ser encontrada para a remuneração do autor, já que o artista intérprete sempre vai ter o show para se sustentar), vale dar uma passada no site do projeto e conhecer mais essa iniciativa e os “artivistas” do projeto. Free the music!

logo-mpb

Seja Livre

“Inproprietário – O mundo do software livre” é um projeto experimental, trabalho de conclusão do curso de Comunicação Social com habilitação em Jornalismo dos ex-alunos Jota Rodrigo (Johnata Rodrigo de Souza) e Daniel Pereira Bianchi do Centro Universitário FIEO – UNIFIEO.
O torrent está aqui (arquivo AVI de 300Mb, pouco mais de meia hora de duração) e a primeira das 3 partes no YouTube aqui.

inproprietario

Ah, e além da relevância do assunto, tem-se ainda o toque rock’n’roll: nos créditos, música e banda que tem tudo a ver com o assunto: Freedom, com o grande Rage Against the Machine.

Eu, o chupacabras e a lama doce

Louco né? É que chegaram por aqui dois CD pra coleção. O Ubuntu 9.04 Jaunty Jackalope lançado há quase dois meses e que já tá redondão aqui (pedi o meu no Ship It pra guardar de lembrança) e o March to Sickness – tributo ao Mudhoney lançado pela Monstro Discos: 17 bandas tocando a tosqueira grunge da maravilhosa banda de Seattle. E aumentando meu fetiche por capinhas digipack. Play Fast and Gimme da code!

Eu, o chupacabra e a lama doce

Vai em paz, cara

É punk quando os caras que você viu, ouviu e foram responsáveis por momentos maravilhosos na sua vida, simplesmente se vão. Li hoje no Rock For Masses, que recebeu do MauVal, que recebeu do Lariú:

“Hoje, lá pelas três da tarde, faleceu o Fábio Leopoldino. Fábio L., como na época do Second. Segundo informações de um amigo comum, que foi avisado pela mãe do Fábio, ele teve um infarto e não chegou sequer a receber socorro. Apenas pediu a mãe que ficasse com ele. Poético, como foram suas composições.(…)”

Meu vinilzão do Second Come não está aqui em casa agora, para que eu possa ouvir Run, Run no maior volume, como eu já fiz tantas e tantas vezes na minha vida. Mas eu nunca vou esquecer daquele cara, no palco do Garage há, sei lá, 15 anos atrás. Nunca.

cover

second-come

Hellradio

radio_by_tivid

A quem devo minha desajustada formação musical? Onde e quando me tornei “roqueiro”? Não tenho a mínima. Novas Tendências e José Roberto Mahr? Mack Twist? MauVal? College Radio? Não sei, mas foi no rádio. E o Hellradio, também da saudosa e inesquecível Fluminense FM, faz parte desta lista de programas que mudaram minha vida. Era um programa apresentado pelo Tom Leão e por André X, mais conhecido como baixista da Plebe. Durou pouco, batizou alguns neurônios e fez estrago. Some kinda of fucking rock’n’roll.
Toda essa ladainha pra divulgar que Tom Leão está voltando com um programa de rádio na Multishow FM. Multishow FM? Rádio? Me lembra TV on the Radio! Deixa pra lá. Torcemos pra que dure mais que o programa do Gastão na Ipanema FM. Que seja disponibilizado em podcast, ao contrário do RoncaRonca (pô Mauval!). Como se eu tivesse direito de exigir alguma coisa de caras que mudaram meu mundo …

imagem por TiVid no deviantart

Dance

Para quem não sabe: muita coisa boa rolando na cena. Não gosto dessa coisa baladas, clubes, raves. Não é minha praia. Mas a galera agita, e isso é ótimo. E que tal ganhar uma fitinha cassete com uns sons desse indie dance brazuca? Versão física só pra quem estiver em Sampa em 25 de maio. Mas, claro, tem versão virtual.

Via Popload

Mistura e banda. Que desce bem.

Mashup. Da Wikipedia: “Um mashup é um website ou uma aplicação web que usa conteúdo de mais de uma fonte para criar um novo serviço completo”. Nada. Mentira da enciclopédia livre. Mashup é quando DJs, músicos, ou sei lá, qualquer vivente habilidoso e criativo junta músicas de duas ou mais bandas e cria algo novo. Misturado. Ótimo pras pistas. Aquela sacada de riffs parecidos que, antes, só servia pra juntar o fim de uma música ao início da outra. Já era. Agora é tudo lindamente misturado. Diversão pura. Tá aqui um exemplo legalzão: baixe e curta.

mashup

My hero

cobain

Ele nasceu em 20 de fevereiro de 1967. E deu um tiro nos cornos em 05 de abril de 1994. Ele, definitivamente, foi o cara. O disco que balançou meu coreto. Que mudou tudo. Não venha me massacrar com historinhas de Beatles, Stones, Ozzy, Doors, Hendrix, etc. Nevermind. Nem ligo. Foi ele, Kurt Cobain, o vocalista-guitarrista-suicida que mudou meu mundo. Eu tava lá, naquele Hollywood Rock. Eu vi, e ninguém me tira isso. Eu não preciso de ídolos. Principalmente impostos. Zico e Kurt Cobain são caras que eu vi de perto. E meu mundo mudou por causa desses carinhas. Thankx, men!

A banda

Presenciar o show do Circle Jerks num pub metido a besta, cheio de quadros dos Beatles e bibelôs vintage foi uma experiência louca pra minha cabecinha careca: eu estava a poucos metros de Keith Morris, o rasta e falante vocalista que já foi, imagine, do Black Flag, e que fazia alguns esquisitos exercícios vocais, sozinho no banheiro daquele lugar nada punk. Greg Hetson, lendário guitarrista mais careca que eu, passando no meio público com sua guitarra, sua mochila velha com alguns pedais e sua cara de Professor X. E Zander Schloss, barrigudo e velho. O baixista que já tocou com Joe Strummer. Oh, isso me faz chorar:

clash

Ainda falta muito tempo, mas eu já estou marcando na minha agenda: dia 14 de dezembro de 2009 é o aniversário de lançamento do melhor disco da melhor banda de todos os tempos: London Calling. The Clash. O Rock. Um som simplesmente acachapante. Atitude (quando usar esse termo não era piada), engajamento, rock misturado (quando isso não era comum) e, claro, pra ficar perfeito, autodestruição, brigas, drogas e todas as coisas que o rock muderno não sabe o que é. Kill Your Idols? Não, que punk sou eu que chorei quando soube que Joe Strummer tinha morrido? Nunva houve. Nunca haverá. A mais incrível formação de um grupo musical em toda a história da música. Um viva ao Clash.

A prayer

rock

Que o Lá De Cima (caso haja) proteja meu filho de toda música bolorenta, fedida, obtusa, vendida, escrota, comercial, xexelenta, pobre, podre. De todo Jota Quest, sertanejo playboy, pagode, funk batidão, bandas obtusas e aproveitadoras, de todo Nando Reis, de todo axé, do karma Beatles & Stones, de todo o lixo em forma de música. De todas as FM medíocres e mauricinhas, de toda música ruim. E que todo som que interessa lhe seja apresentado na forma de música fodona. E que ele tenha a manha de saber que o rock, o rock, o rock’n’roll, é isso aqui: engajado e fodão. E tenho dito.

Turn on my radio!

Já disse algumas vezes que sou fã de rádio. Eu cresci ouvindo AM e isso definitivamente ajudou para que eu passasse a ter a necessidade de estar sempre ouvindo alguma coisa. Mas o que pega é que as rádios morreram, não existem mais, são passado. Busquemos soluções então:

radio01

Podcasts
São a minha nova cachaça. O que mais se aproxima de estar ouvindo uma rádio convencional. Meu iPod está sempre lotado deles. Quais? Popload: você não vai ouvir em nenhum momento a palavra podcast aqui, não sei por que. Enfim, Lúcio Ribeiro com seus hypes e Fábio Massari com seu arsenal de conhecimento sobre a matéria rock, produzem, juntos, uma hora semanal de ótima música. Nesse momento chegando na edição 100. Baixe todos. Outra lenda que tem dois podcast é o Kid Vinil. Podcasts gêmeos, eu diria, mas o que é bom merece ser ouvido duas vezes (!). O Podcast do Kid está no site da MTV (e lá ainda tem a Soninha e até o Senador Suplicy o que, imagino, seja uma tentativa de limpar a barra da emissora, que anda prometendo coisas menos ridículas para 2009). E o Artrock, uma homenagem à revista Artrocker, é um pouco mis antigo e anda pela edição 25. O básico do Kid: o indie, meninos, o indie. No Baixaria, o que pega são sons mais alternativos da MPB, coisas brazucas antigas, um jazz, um blues, e tal. Bacana. O Discofonia é mais para iniciados. Jazz, distorções, eletrônicos. Mas tudo bem, você pode começar pela edição especial com o Nasi e Ira!. Termino com o SFJB: mais pop, temas de novela e tudo. Acho que não rola mais, mas os programas antigos estão lá.

radio02Social radio network
Eu não sei de onde eu tirei esse termo, enfim… LastFM é um serviço com versão em português, o que prova o sucesso do projeto. E qualquer player decente tem um plug-in pra lá. Mas eu sou mais a Blip FM. Eu recomendo música e escrevo uma coisinha. Que você, claro, discorda … E você pode, ainda, navegar nesse mar de links com coisinhas nesse gênero. Free the music!

Rádios convencionais
Eu disse que as rádios morreram? Sim e não. Bom mesmo é o programa do Maurício Valadares na Oi FM. Só ele pra me fazer ligar o computador em dia e hora certa. Alguns programas anteriores ficam disponíveis pra ouvir no site. Mas aí voltamos à estaca zero: mesmo com banda larga, notebook e o carai-de-asa, o MauVal é o comunicador que me faz lembrar do Luiz de França, lá nos 80’s, no rádio da mamãe …