R.I.P MCA

Caralho, eu não ficava triste assim com a morte de um músico desde o falecimento do Fábio do Second Come, há exatos 3 anos atrás, em maio de 2009. Beastie Boys é uma das melhores bandas de todos os tempos e o grande Adam ‘MCA” Yauch, que subiu hoje, tombado pelo câncer aos 47 anos, é autor, dentre outras coisas, do riff de Sabotage, uma das coisas mais eletrizantes que meus calejados ouvidos já tiveram o prazer de se deliciar. O primeirão, “Licensed do Ill” foi esmagado pela crítica, que não sacou a zoeira e os taxou dos piores esterótipos. Aquele trio branquela cuspindo palavrões e letras idiotas começou sua maravilhosa carreira sendo odiado pela crítica e amado por seu público. Mas bastou o lançamento dos 3 álbuns posteriores, Check your head, Paul’s Boutique e Ill Comunication para público e crítica chegarem a um consenso: a banda era foda: talentosa, engajada (Milarepa Foundation, Grand Royal, etc) e ainda conseguia manter a diversão do primeiro álbum. O show deles que vi no Imperator, no RJ, (há muito tempo atrás) teve uma incrível sessão de guitarra, baixo e bateria (a banda praticamente só tocava com DJ) que foi uma das coisas mais pogantes e inesquecíveis da minha vida.

Grande MCA, fica na boa aí, cara, e obrigado por tudo.

O cara

O rock do novo milênio anda horrível, chato, previsível, sem criatividade alguma e totalmente transformado em mera trilha sonora de campanhas publicitárias? Jack White, o sujeito que deu ao mundo bandas fodásticas como White Stripes e The Raconteurs, é a salvação da lavoura. Sério. O cara não é desse planeta. E aos trinta e seis anos de idade, mostra que está na sua melhor forma e no auge da sua maturidade musical. Quem duvidar que ouça “Blunderbuss”, sua esperadíssima estréia solo.
Do blog do Finatti.
Bem, eu estava lá quando ele se “casou” no Encontro das Águas, em Manaus e, no dia seguinte, fez todo mundo que assistia o show do White Stripes, sair do Teatro Amazonas pra vê-lo tocar do lado de fora e voltar correndo para encerrar com uma versão acachapante de Seven Nation Army (a melhor música do século?).

Não sei de nada, só sei que só hoje eu já devo ter ouvido “Poor Boy” umas vinte vezes.

Alegria do povo

Em tempos que Tiago Neves é tratado como craque e é leiloado freneticamente por administrações amadoras que não conseguem esconder suas incapacidades, em que Telós e breganejos universotários invadem o dial corrompido de nossas rádios, soa-me como bálsamo dar de cara com isso na Rádio Câmara: Em 1983, morreu Garrincha, o melhor representante do futebol arte. A música é Cadeira Vazia, com Elza Soares, a que ele mais gostava de ouvir ela cantar(07’10”).

Best of 2011

Ninguém pediu, mas eu também fiz minha listinha de melhores plays de 2011 (sem ordem de preferência):

  • The Black Keys – El Camino
  • PJ Harvey – Let England Shake
  • Girls – Father, Son, Holy Ghost
  • Wilco – The Whole Love
  • The Pains of Being Pure at Heart – Belong
  • Criolo – Nó na Orelha
  • Emicida – Doozicabrabraba e a Revolução Silenciosa
  • Autoramas – Música Crocante
  • The Horrors – Skying
  • Cut Copy – Zonoscope
  • Foo Fighters – Wasting Light
  • Veronica Falls – Veronica Falls
  • Mukeka di Rato – Atletas de fristo

Ah, o rádio

“O rádio tem sido muito importante para mim em vários períodos da minha vida. Ouvindo ‘Don´t go breaking my heart’, com Elton John e Kiki Dee, ou solo com ‘Tiny Dancer’, no carro de minha mãe e imaginando quantos belos sons foram feitos. Ouvindo os Ramones, The Clash, X, Devo, B-52´s e Talking Heads na KROQ quando tinha 9. Ouvindo The Gems, The Cramps, The Weirdos, The Circle Jerks e Black Flag no (programa) Rodney on the Roq, de Rodney Bingenheimers, com 9, 10, 11 e 12. Deitado no escuro à noite com meu rádio/gravador de K7, ouvindo o mais baixo possível, pois eu deveria estar dormindo, gravando todas as minhas músicas favoritas do programa de Rodney, às vezes gravando o programa todo. Gravando ‘I feel love’ de Donna Summers, com 13 anos, e percebendo a maravilha do som estereofônico, o primeiro hit completamente eletrônico, imaginando como uma música daquelas teria sido feita (…), ouvindo REM e Radiohead e sentindo que o rádio era minha única companhia (junto com minhas fitas k7 do Bob Marley e dos Butthole Surfers). O fato de muitas de nossas músicas terem alcançado as pessoas pelo rádio é algo do qual me orgulho muito.”
John Frusciante

Rá, uma mudança aqui e outra ali e podia tá sendo eu e não o grande Frusciante a falar isso.

Desse post do MauVal

Três acordes de Cólera

“Documentário “Três Acordes de Cólera” por: Paula Harumi & Thais Heinisch – Ano: 2005 – TV PUC – Programa Comunicantes – Canal Universitário de São Paulo”

“O Renato Russo disse muito bem: um show do Cólera lava a alma”. E você, o que estava fazendo em 1979? O “Reverendo Redson” estava começando alguma coisa. Uma das maiores personalidades da música brasileira. Grande Redson, ainda sentimos sua falta.

Dock para notebook

Da série “porque-ninguém-pensou-nisso-antes”: “a La Boite Concept (…) criou um dock feito para notebooks, uma mesa na qual você pode apoiar seu computador e ligá-lo diretamente em um sistema de som potente e de qualidade.”

Vi na Trip

Playbutton

E não param de inventar coisas que tentam reaproximar a música de algo”físico”, a tentativa de retorno do velho objeto de desejo. A última que vi foi o Playbutton, um button de aço inoxidável de 3cm de diâmetro que carrega um álbum inteiro em sua memória flash.

As limitações são várias. Não é possível, por exemplo, transferir as músicas para outro dispositivo. E o preço é alto. Mas o que achei mais lindo, além de existir um do Pains of Being Pure At Heart, é que as músicas vêm em OGG!

Alice

Um show do Alice in Chains sem o Layne? E na mesma noite que o genérico Stone Temple Pilots? Sei lá, certas coisas prefiro manter muito bem escondidas em algum lugar desconhecido da minha mente.

“E eu estou errado por ter ido tão longe para encontrar um lar?”