Flamengo e Vasco: polêmicas. Ou não

Vasco foi campeão do mundo vencendo o melhor Real Madrid de todos os tempos: polêmica
Flamengo teve seu título mundial reconhecido pela FIFA, que depois voltou atrás: polêmica
Vasco é bi-campeão da Libertadores: polêmica
Flamengo é hexa campeão brasileiro: polêmica
Geração de 80 do Flamengo só ganhou notoriedade por causa de vitórias conquistadas com auxílio da arbitragem: polêmica
Flamengo tem a maior torcida do Brasil por causa da Globo: polêmica
Vasco é o time com mais vices: polêmica

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Vasco é bi-rebaixado no Campeonato Brasileiro: NENHUMA POLÊMICA

Deutschland

Escrevo essas mirradas antes da semifinal entre BRA e GER, já que nada falei por aqui da Copinha do Blatter (by Maurício Ronca-Ronca). Tenho comigo que um cara que é tão apaixonado por um clube não liga muito pra Seleção Brasileira. Os malucos que tatuam escudos tão nem aí pra Copa do Mundo. Mas no momento quero saudar os germânicos:

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Ou seja, haja o que houver eu tô na moral!

Alegria do povo

Em tempos que Tiago Neves é tratado como craque e é leiloado freneticamente por administrações amadoras que não conseguem esconder suas incapacidades, em que Telós e breganejos universotários invadem o dial corrompido de nossas rádios, soa-me como bálsamo dar de cara com isso na Rádio Câmara: Em 1983, morreu Garrincha, o melhor representante do futebol arte. A música é Cadeira Vazia, com Elza Soares, a que ele mais gostava de ouvir ela cantar(07’10”).

Uretano

Acabo de assistir a “Dirty Money”, emocionante documentário sobre a história do skate no Brasil. Confesso que, por não praticar o esporte, estava buscando algo sobre a cena do hardcore brasileiro no início dos 90’s, que eu acompanhei tão de perto, trocando zines e flyers, assistindo a toscos vídeos gravados em VHS e, principalmente, colecionando demo tapes das bandas da época. Bem, pouco se fala de música no filme a não ser a menção do lançamento do Cold Beans, banda do grande Cesar Carpanez, de tantos bons seviços prestados à música brasileira.

Taí a cena do filme que mostra o EP do Cold Beans que, claro, tá na minha coleção, duvida?

Bem, pra quem não é da época pode não dizer muita coisa mas, pro veinho aqui, carai, emocionante.

A lição da Copa

Copa, ainda?. Foi mal. Só pra dizer que não, eu realmente não torci pro Brasil. Incrível como eu não consigo um mínimo de identidade com o ex-treinador e seus bonecos amestrados. O que é Kaká senão um dos caras mais sem-sal da história da pelota? E que tal uma seleção que vai trocar dólares (muitos) por uma apresentação num país onde as pessoas têm sua mão cortada por roubar comida? (comissão técnica e jogadores nada tem a ver com isso, sei). Que bom que o título foi para as mãos de quem sabe jogar bola e, melhor, que ótimo que ouvimos tanto a palavra Ubuntu.

Hegemonia

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Não bastasse ter o melhor time de basquete do Brasil, hoje o Clube de Regatas do Flamengo confirmou sua hegemonia no futebol no Estado: um penta tri campeonato, 31 títulos estaduais, só alternando os fregueses. Pra desespero da arco-íris.

Raça. Amor. Paixão. A América é nossa.

Eu não sei se o clube para o qual você torce é um clube olímpico. Do tipo que você pode torcer, num dia sem futebol, para o basquete, o remo, a ginástica, o cuspe a distância, que seja. Não. Acho que não. Alegria mesmo, nessa vida, é torcer para o Flamengo. Com 4 meses de salários atrasados, e jogando na casa do adversário, eis que surge o tri-campeão sul-americano de basquete: o Clube de Regatas Flamengo, aquele que você adora odiar e, claro, vive dando exemplo do que é ter raça rubro-negra. Meus poucos cabelos foram pro saco nessa noite mas, eu, flamenguista até o talo, posso dizer: atura, meu velho, a América, na bola laranja, é nossa!

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