Precisamos falar sobre Daniel Blake

eu daniel blake

Cena do banco de alimentos, uma das mais emocionantes

Vai ver é porque minha aposentadoria não tá tão longe. Ou porque a aposentadoria de meu pai e outras pessoas próximas se mostrou um desastre. Um que de concordar que o sistema previdenciário precisa ser discutido no Brasil. Um tanto de coração mole mesmo. Fato é que Eu, Daniel Blake, filme inglês do diretor Ken Loach, foi o que mais gostei de todos que vi nesse período pré e pós Oscar 2017 ( o filme foi ignorado pela Academia, mas venceu a Palma de Ouro).

Não há como passar incólume à saga de Dan atrás de seu auxílio desemprego numa Inglaterra também atingida por crise financeira. Seu vizinho negro, “China”, “importa” tênis caros atravessados da China por um funcionário da empresa fabricante para vendê-los pela metade do preço nas ruas. Será essa uma causa ou efeito da tal crise, esse aterrador monstro de nome curto e efeito devastador? Sessões do filme terminaram aos gritos de “Fora, Temer” em alguns locais no Brasil. Conhecemos o problema. A história do senhor carpinteiro que não pode trabalhar porque a médica não deixa, de sua amiga mãe solteira que não consegue emprego pra criar dignamente seus filhos, e a crueldade do sistema perante tudo isso, é não menos do que um soco no estômago.

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