Assassinando clássicos

“I wanna die before get old”, já dizia o Who. Por Deus, não me critiquem por ser “novidadeiro”, não me culpem por alimentar hypes. Mea culpa. Mas ao assistir PIL tocando Rise no Jimmy Kimmel, ou Echo & The Bunnymen tentando reconstruir uma das melhores músicas de todos os tempos (Bring on the dancing horses no Coachella 2010), não me resta esperanças. Meus ídolos estão velhos, caquéticos, chorões, se prostituindo pra pagar as contas. Assistir a isso me anseia vômito. Não pisem no passado glorioso. Vão vestir seus pijamas! Meu mundo fall down quando descubro que Ian McCoulloch, que um dia foi … foi Ian, o que nome que eu queria dar ao meu filho, virou … isso. É por isso que eu pago um pau pra Mike Ness que ainda consegue arrepiar a molecada com seu Social D, arrebentando no Brasil ou um Lemmy da vida, cuja vida vira filme. Envelhecer é uma arte. Seus bunda-moles.

Bom, bonito e de graça

Quando uma das melhores bandas do país lança um disco de covers elogiado pelos autores originais, com capa homenageando o melhor disco de uma ex-banda boa, consegue ter um site decente no MySpace, disponibiliza para download gratuito e batiza o trabalho com um título ótimo… dá nisso:

Brasil

Raro momento de folga aqui no QG. Mais um filminho. Nacional, claro. Se nada mais der certo. Logo no início, citação de Rosseau: “Uma sociedade só é democrática quando ninguém for tão rico que possa comprar alguém e ninguém seja tão pobre que tenha que se vender a alguém”. O release perfeito para um filme muito bacana. Que termina e aguça minha vontade de ouvir música brasileira: velharias como Gueto e DeFalla, rap sensacional de Flora Matos e Emicida. Tudo dos Monstros de Goiânia (Black Drawing Chalks matou minha tristeza pelo fim do Hellacopters). Desculpe, eu não preciso de enlatados gringos. Não mesmo, obrigado.

Limpe seus ouvidos

Seguindo na minha inglória, cansativa, desmedida, antiga e inócua missão de fazer com que as pessoas abram seus ouvidos para algo que soe menos escroto do que o jabá, o pop descartável e o lixo reinante, vou sugerindo audios com o poder de libertação de ouvidos desacostumados, não-iniciados e, por isso:

  • Etc: o programa do Massari na Oi FM: duas horas de música boa. Música boa;
  • Garagem: de volta o clássico e maravilhoso show do Barcinski e PC Martin: todo programa de rádio devia ser assim;
  • Day Trotter: new rock ao vivo. Dá uma chande vai;
  • Vida Fodona: o podcast do Trabalho Sujo. E, bem, se você não conhece o Trabalho Sujo, não conhece nada.

Pela paz

Pô, na boa, nem achei nada demais, nem justo nem injusto.

rundmc

“Mais o ódio se espalha / Mais aumenta a fome / Mais as vidas são tiradas / De dentro dos homens / São mais armas para o mundo / São mais filmes violentos / São crianças aprendendo / Matar ou morrer / Mas quem se importa? / Mas quem se importa? / Eu me importo, eu me importo / Pela Paz / Em todo mundo”
Desse clássico