Um Tux rubro-negro

Se tem alguma coisa de que ninguém pode reclamar no Linux é o seu mascote. O Tux, criado em 1996 pelo programador norte-americano Larry Ewing, é um sucesso. O pinguim gorducho agrada gregos e troianos. Como eu já tinha falado aqui, o site CrystalXP.net tem uma coleção gigantesca de Tux fantasiados de todo jeito. Na minha primeira passagem pelo site observei o bichinho com a camisa de vários times do mundo, inclusive Brasil, mas nada da camisa do Mengão. Bem, esse problema foi resolvido, depois de apaixonadas reinvidicações no forum do site (isso há muuito tempo, mas eu só vi agora): pra alegria da Nação Geek, o usuário Cradle resolveu essa grande injustiça.

tuxfla

Uma pena a camisa ser a antiga mas tá valendo. Alguém se habilita a criar um com a camisa nova?

Hegemonia

pentatri

Não bastasse ter o melhor time de basquete do Brasil, hoje o Clube de Regatas do Flamengo confirmou sua hegemonia no futebol no Estado: um penta tri campeonato, 31 títulos estaduais, só alternando os fregueses. Pra desespero da arco-íris.

Raça. Amor. Paixão. A América é nossa.

Eu não sei se o clube para o qual você torce é um clube olímpico. Do tipo que você pode torcer, num dia sem futebol, para o basquete, o remo, a ginástica, o cuspe a distância, que seja. Não. Acho que não. Alegria mesmo, nessa vida, é torcer para o Flamengo. Com 4 meses de salários atrasados, e jogando na casa do adversário, eis que surge o tri-campeão sul-americano de basquete: o Clube de Regatas Flamengo, aquele que você adora odiar e, claro, vive dando exemplo do que é ter raça rubro-negra. Meus poucos cabelos foram pro saco nessa noite mas, eu, flamenguista até o talo, posso dizer: atura, meu velho, a América, na bola laranja, é nossa!

flabasquete

Abaixo aos rabujentos

Da impagável e sensacional newsletter d’A Várzea, do site Trivela:

GUIA A VÁRZEA DE COMEMORAÇÕES DE GOL

Lugar de polêmica é no boteco. A Várzea, ao contrário do que pode dar
a entender às vezes, reconhece que futebol é coisa séria e precisa
ser tratado como tal. Em defesa da pureza do esporte e do respeito
entre os profissionais e torcedores, a newsletter decidiu elaborar um
código de conduta para que não se repitam cenas lamentáveis como a
absurda comemoração de Souza, que teve a ousadia de esfregar os olhos
como se estivesse chorando, só para tripudiar o pobre do Botafogo,
que não fez nada para merecer isso.

Recomenda-se que, a partir de agora, fique proibida a comemoração com
soco no ar. É uma apologia à violência que não colabora em nada com a
paz nos estádios. Dançar o ‘Créu’, então, nem pensar. Onde já se viu,
uma simulação de estupro em pleno campo de futebol? Fazer o sinal da
cruz, apontar os dedos para o céu e outras louvações do tipo também
estão desaconselhadas. É uma provocação barata aos ateus.
Coreografias de pagode e axé, então… o que os roqueiros vão pensar?

souza.jpg

De maneira a tornar o futebol organizado como deve ser, fica
padronizada uma forma única de comemoração. Os colegas de equipe
devem se dirigir ao autor do gol, fazer fila e dizer: “Primorosa
finalização, companheiro”. O responsável pelo tento deve apertar a
mão de cada um e responder: “Agradecido, colega”. Nesse momento,
todos os torcedores devem se levantar, e, respeitosamente, repetir em
voz baixa: “Primorosa finalização”. O autor do gol deve se dirigir ao
centro do campo e responder: “Agradecido, torcedores”.

A Várzea já encaminhou seu guia ao STJD e solicitou que as medidas
sejam adotadas. Para o infrator, punição de 120 a 540 dias – jogando
no Botafogo.