Resumo treconológico da semana

“Twitter perde usuários no Brasil mas cresce no restante do mundo” – Ótimo! Rede social boa é rede social distante da mão podre dos brasileiros;

“Foo Fighters toca no novo lançamento da Apple” – Mais um motivo para eu gostar ainda menos de ambos.

E tenho dito.

Olimpíada

Não, não teremos The Who, Madness, Blur ou Ray Davies nas festas de abertura e encerramento da Rio2016. E sim muito samba e axé. Mas isso é um “problema” de gosto pessoal. Acho que temos expertise suficiente para fazer festas tão bonitas quanto essas. Só não entendo essas reclamações quanto a nossos esterótipos. O cidadão compra um abadá, pedaço de pano a preço de ouro, se empaturra de cerveja ruim e quente no meio de uma multidão e, pela internet, óbvio, fica reclamando de “esterótipos brasileiros”? Nós somos assim e ponto. Talking ‘bout my fucking brazilian generation.

Os chave preta

Nem vou bancar o velho chato do tipo “eu-conheço-isso-há-muito-tempo” (sim, eu gosto de Black Keys desde o início do século). Só acho incrível que uma banda, depois de tanto tempo de bons serviços prestados, consiga atingir o hype com músicas incríveis e um álbum tão bom quanto o El Camino. Se é para ouvir riffs velhos de guitarra que o façamos com gente de sangue novo e deixemos os velhinhos em paz.

E, ápice do ápice, o que deve ser, depois de tanta luta, ter um disco em sua homenagem, com uma música sua que junta, SÓ, os lendários Iggy Pop e Ginger Baker? Consagração é isso.

Musas

Ah, minas e guitarras … Alison “VV” Mosshart (que é o The Kills ao lado de Jamie Hince), Laura-Mary Carter (que forma o Blood Red Shoes ao lado de Steven Ansell) e Sharin Foo (que forma o Raveonettes ao lado de Sune Wagner) são um puta antídoto pra esse feriado frio.


Vivi, foto ScreamYell


Laura, foto do deviantArt


Sharin, foto da Spin

R.I.P MCA

Caralho, eu não ficava triste assim com a morte de um músico desde o falecimento do Fábio do Second Come, há exatos 3 anos atrás, em maio de 2009. Beastie Boys é uma das melhores bandas de todos os tempos e o grande Adam ‘MCA” Yauch, que subiu hoje, tombado pelo câncer aos 47 anos, é autor, dentre outras coisas, do riff de Sabotage, uma das coisas mais eletrizantes que meus calejados ouvidos já tiveram o prazer de se deliciar. O primeirão, “Licensed do Ill” foi esmagado pela crítica, que não sacou a zoeira e os taxou dos piores esterótipos. Aquele trio branquela cuspindo palavrões e letras idiotas começou sua maravilhosa carreira sendo odiado pela crítica e amado por seu público. Mas bastou o lançamento dos 3 álbuns posteriores, Check your head, Paul’s Boutique e Ill Comunication para público e crítica chegarem a um consenso: a banda era foda: talentosa, engajada (Milarepa Foundation, Grand Royal, etc) e ainda conseguia manter a diversão do primeiro álbum. O show deles que vi no Imperator, no RJ, (há muito tempo atrás) teve uma incrível sessão de guitarra, baixo e bateria (a banda praticamente só tocava com DJ) que foi uma das coisas mais pogantes e inesquecíveis da minha vida.

Grande MCA, fica na boa aí, cara, e obrigado por tudo.

O cara

O rock do novo milênio anda horrível, chato, previsível, sem criatividade alguma e totalmente transformado em mera trilha sonora de campanhas publicitárias? Jack White, o sujeito que deu ao mundo bandas fodásticas como White Stripes e The Raconteurs, é a salvação da lavoura. Sério. O cara não é desse planeta. E aos trinta e seis anos de idade, mostra que está na sua melhor forma e no auge da sua maturidade musical. Quem duvidar que ouça “Blunderbuss”, sua esperadíssima estréia solo.
Do blog do Finatti.
Bem, eu estava lá quando ele se “casou” no Encontro das Águas, em Manaus e, no dia seguinte, fez todo mundo que assistia o show do White Stripes, sair do Teatro Amazonas pra vê-lo tocar do lado de fora e voltar correndo para encerrar com uma versão acachapante de Seven Nation Army (a melhor música do século?).

Não sei de nada, só sei que só hoje eu já devo ter ouvido “Poor Boy” umas vinte vezes.