Amor e fúria

Sério, “Uma história de amor e fúria” é um dos melhores filmes nacionais de todos os tempos e merece todos os muitos prêmios que recebeu. Grande história, grande trilha sonora, uma baita produção brasileira sobre viver tomando na cabeça, sobre lutar por alguma coisa, sobre viver em combate, sobre atravessar os tempos brigando pelo que você acha certo. Nada de vencer, lutar apenas.

“Meus heróis não viraram estátua, morreram lutando contra aqueles que viraram”

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Lutador

“E veio a porra do Cobain e fudeu com tudo”. Como me chamou a atenção essa passagem do ótimo The Wrestler, com o figura Mickey Rourke. Em dado momento ele, Randy The Jam, e Marisa Tomei, no papel de uma decadente stripper, começam a, doidões, cantarolar hits oitentistas total “wasp” (Guns, Def Leppard), aquelas músicas de arena, sexistas e tal, que marcaram a década de 80 na América. E ao citarem que Kurt Cobain “fudeu com tudo”, por causa do baixo-astral de suas letras e ainda, bem sabemos, iniciar uma nova ordem mundial, vejo o quanto a música pode ser marcante na vida gente: para eles a derrocada daquele estilo poser (em contraste total à vida de seus personagens), que sucumbiu ante à melancolia do Nirvana, foi motivo de tristeza e depressão. E eu aqui, pensando naquele show maravilhoso e histórico de Kurt, Dave e Krist no Rock’n’Rio em 93, que me fez mergulhar de cabeça no então underground americano, fascinado que fiquei por aquela barulheira. Minha música preferida até então? Sweet child o’ mine, vai vendo …

Capitão Sky e o mundo de amanhã

Ao assistir aos extras de Captain Sky and the world of tomorrow pude ver com maiores detalhes a inovação dessa produção: 100% das cenas foram filmadas em um estúdio montado num galpão (situado no “Vale do Pornô”, onde o aluguel foi mais em conta) diante de um fundo totalmente azul onde depois seriam inseridos os cenários totalmente desenhados por um dos irmãos que concebeu o filme. O diretor, Kerry Conran, fez um curta de poucos minutos, no computador de casa, e anos depois teve a sorte de contar com um produtor que gostou da idéia e, ainda, ter Jude Law e Gwyneth Paltrow em seu primeiro filme. Sorte a dele e a nossa, que pudemos ver um filme maneiríssimo.

Ao som de Charlatans – the only one I know. Caraca, que clássico!