É então que eu mando tudo pro espaço

Passando pelo fantástico Hangoverhard, me deparo com um post sobre o Pegboy, bandaça punk americana que eu já tive até camiseta, e responsável por uma das músicas que eu mais gostei nos early 90’s: Revolver, que, só agora (Santa ignorância, Batman), descubro que é um cover do Mission Of Burma e que também já foi interpretada por Graham Coxon, Soul Asylum e o grande Moby, nessa versão incrível:

“That’s when I reach for my revolver, That’s when it all gets blown away”

O novo é bom

O Ubuntu mudou. E para melhor. Muita gente por aí insatisfeita com a nova interface, Unity, que visa claramente melhorar o aproveitamento do espaço na tela e é, daí a reclamação, bem diferente do Gnome e tem, realmente, mas creio que por pouco tempo, menos opções de personalização. Só não gostei da falta de uma opção melhor para alternar entre janelas abertas. No mais, é aquilo: get adaptation and stay fun!

Questions

Tudo bem que só eu talvez ainda acredite no rock, mas em tempos que “atitude” e “autenticidade” viraram lugar-comum, em tempos de zé-ruela-stars, apraz-me saber que ainda tem a galera do barulho, da verdade, do trampo feito com retidão.

Lutador

“E veio a porra do Cobain e fudeu com tudo”. Como me chamou a atenção essa passagem do ótimo The Wrestler, com o figura Mickey Rourke. Em dado momento ele, Randy The Jam, e Marisa Tomei, no papel de uma decadente stripper, começam a, doidões, cantarolar hits oitentistas total “wasp” (Guns, Def Leppard), aquelas músicas de arena, sexistas e tal, que marcaram a década de 80 na América. E ao citarem que Kurt Cobain “fudeu com tudo”, por causa do baixo-astral de suas letras e ainda, bem sabemos, iniciar uma nova ordem mundial, vejo o quanto a música pode ser marcante na vida gente: para eles a derrocada daquele estilo poser (em contraste total à vida de seus personagens), que sucumbiu ante à melancolia do Nirvana, foi motivo de tristeza e depressão. E eu aqui, pensando naquele show maravilhoso e histórico de Kurt, Dave e Krist no Rock’n’Rio em 93, que me fez mergulhar de cabeça no então underground americano, fascinado que fiquei por aquela barulheira. Minha música preferida até então? Sweet child o’ mine, vai vendo …

Chapado

Um dos maiores discos que já ouvi nessa vida está completando 20 anos (aliás, acho que vou falar muito essa frase esse ano … 1991 … ah 1991). Meu vinilzão duplo é artigo de colecionador. Bobby Gillespie, assim como Dave Grohl, deixou o posto de baterista de uma banda linda, pra criar asas e se tornar um dos mais respeitáveis músicos do planeta. Afinal, “we wanna have a good time”.

Uretano

Acabo de assistir a “Dirty Money”, emocionante documentário sobre a história do skate no Brasil. Confesso que, por não praticar o esporte, estava buscando algo sobre a cena do hardcore brasileiro no início dos 90’s, que eu acompanhei tão de perto, trocando zines e flyers, assistindo a toscos vídeos gravados em VHS e, principalmente, colecionando demo tapes das bandas da época. Bem, pouco se fala de música no filme a não ser a menção do lançamento do Cold Beans, banda do grande Cesar Carpanez, de tantos bons seviços prestados à música brasileira.

Taí a cena do filme que mostra o EP do Cold Beans que, claro, tá na minha coleção, duvida?

Bem, pra quem não é da época pode não dizer muita coisa mas, pro veinho aqui, carai, emocionante.