De clicar e pedalar

E não poderia deixar de lembrar que hoje, 19 de agosto, é o Dia Mundial da Fotografia e o Dia Nacional do Ciclista. Duas paixões por aqui. Minhas últimas explorações ciclísticas pelos arredores de Resende têm rendido grande visuais, mas ainda não sei como inserir a fotografia nesse contexto. Acho que prefiro deixar as belas imagens das manhãs de domingo na minha cabeça. Mas fica o registro: duas formas completamente diferentes e igualmente apaixonantes de viver a vida.

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Registro do meu Flickr

Tu serás um homem, ó meu filho

Arrepiante

Se és capaz de manter a tua calma quando
Todo o mundo ao teu redor já a perdeu e te culpa;
De crer em ti quando estão todos duvidando,
E para esses no entanto achar uma desculpa;
Se és capaz de esperar sem te desesperares,
Ou, enganado, não mentir ao mentiroso,
Ou, sendo odiado, sempre ao ódio te esquivares,
E não parecer bom demais, nem pretensioso;

Se és capaz de pensar – sem que a isso só te atires,
De sonhar – sem fazer dos sonhos teus senhores.
Se encontrando a desgraça e o triunfo conseguires
Tratar da mesma forma a esses dois impostores;
Se és capaz de sofrer a dor de ver mudadas
Em armadilhas as verdades que disseste,
E as coisas, por que deste a vida, estraçalhadas,
E refazê-las com o bem pouco que te reste;

Se és capaz de arriscar numa única parada
Tudo quanto ganhaste em toda a tua vida,
E perder e, ao perder, sem nunca dizer nada,
Resignado, tornar ao ponto de partida;
De forçar coração, nervos, músculos, tudo
A dar seja o que for que neles ainda existe,
E a persistir assim quando, exaustos, contudo
Resta a vontade em ti que ainda ordena: “Persiste!”;

Se és capaz de, entre a plebe, não te corromperes
E, entre reis, não perder a naturalidade,
E de amigos, quer bons, quer maus, te defenderes,
Se a todos podes ser de alguma utilidade,
E se és capaz de dar, segundo por segundo,
Ao minuto fatal todo o valor e brilho,
Tua é a terra com tudo o que existe no mundo
E o que mais – tu serás um homem, ó meu filho!

por Rudyard Kipling, via Papo de Homem

É foda

“Alguns falarão da barriga branca. Da careca. Guitarra de plástico e “microfone-taco-de-baseball”. Alheio a críticas, só posso dizer que esse baixinho é o amor da minha vida. E que, graças a sei lá quem, trata-se de um momento só nosso. Que eu resolvi compartilhar, para que as pessoas saibam o que significa alegria.”