para ouvir todas as músicas que eu tenho no meu disco. Chega a ser engraçado …

para ouvir todas as músicas que eu tenho no meu disco. Chega a ser engraçado …



… vale mais que mil palavras
Isso

mais isso

e a mente voa. Vai rolar!
Acabo de assistir a “Dirty Money”, emocionante documentário sobre a história do skate no Brasil. Confesso que, por não praticar o esporte, estava buscando algo sobre a cena do hardcore brasileiro no início dos 90′s, que eu acompanhei tão de perto, trocando zines e flyers, assistindo a toscos vídeos gravados em VHS e, principalmente, colecionando demo tapes das bandas da época. Bem, pouco se fala de música no filme a não ser a menção do lançamento do Cold Beans, banda do grande Cesar Carpanez, de tantos bons seviços prestados à música brasileira.

Taí a cena do filme que mostra o EP do Cold Beans que, claro, tá na minha coleção, duvida?

Bem, pra quem não é da época pode não dizer muita coisa mas, pro veinho aqui, carai, emocionante.


Tal de Natal, né? See you soon.
Meu medo em relação a férias nem é o calor infernal, o trânsito escroto, tudo cheio e tumultuado, os parentes sinistros, os papais noéis chatos e medonhos, o BBB, a falta do futebol, os colchões desconhecidos, os filmes de criança, os presentes que eu não queria dar, nem receber, mas, isso sim muito importante: O que eu vou encontrar? MEUS VELHOS AMIGOS ou AMIGOS VELHOS?

é o sorriso de uma criança e um rock’n'roll honesto.

Em Presidente Prudente? É o fim dos tempos mesmo.

Isso, pra mim, sei lá, é como reler Os Meninos da Rua Paulo. My history, my fucking history.
Seja bem vinda de volta, Tracy Tracy.
Desculpa a feiura do modelo, mas a oportunidade de beber uma cerveja dessa merece ficar registrado aqui. Valeu Melin!

De Presidente Prudente – SP até Petrópolis – RJ: 18 pedágios!!


e já voltamos com a nossa programação normal.
Quase me trucidam quando falo que não sinto saudades do 80′s. Minha vida naquela década foi demais, meus amigos são, a maioria, daqueles tempos, eu era duro e feliz. Eu só não concordo que as bandas eram boas, e tenho asco quando ouço falar de festinhas revival dos anos 80 (as pessoas mudaram pra pior, estamos todos mais feios e nossos neurônios estão todos muito mais complicados. O som nesses tristes eventos? Blau Blau e quetais, cruzes. Eu não gostava disso na época, imagina hoje). Bem, mas lendo essa matéria do Porão do Rock 2009, que teve até show do Legião Urbana, passei por uma banda que me fez voltar naquele tempo. E ficar feliz. O Escola de Escândalo tocou apenas 5 músicas, mas saber disso foi o suficiente pra me bater aquela nostagia. Eu já sabia que eles iam tocar (imaginava ter um representante lá, né Robson?), mas aí, coisas da internet, acabei descobrindo um vídeo do Escola, em 1986 e com a formação original, ainda com a Mariele, que depois tocaria no Arte no Escuro e com o falecido guitarrista Feijão. Lindo. Viva os 80′s!
A imagem e o áudio estão ruins, mas vale a visita:
Eu tenho duas caixas de sapato cheias de fitas cassete. Eu gravava fitas para presentear amigos. Umas clássicas BASF cheias de “Novas Tendências”, “College Radio” e “Hellradio” – antigos programas da Fluminense FM – e outra cheia de fitas demo. Rebobinadas com caneta BIC. Pá, fitas demo, vai vendo. De bandas das quais muitas vezes me tornei amigo de algum integrante, por conta de intensa troca de cartas mal escritas cheias de flyers dentro. Pinheads, White Frogs, coletâneas de zines xerocados depois do expediente. Putz, grande valor sentimental. Já tive vontade de me desfazer disso e sempre faltou coragem. Hoje não tenho nem onde escutar. Digo isso, porque vi esse treco num site de título auto-explicativo: “I Want One Of Those – stuff you don’t need … but you really really want”. Se eu tenho grana, comprava na maior esse troço pra brincar com minhas velhas fitinhas.
Que o Lá De Cima (caso haja) proteja meu filho de toda música bolorenta, fedida, obtusa, vendida, escrota, comercial, xexelenta, pobre, podre. De todo Jota Quest, sertanejo playboy, pagode, funk batidão, bandas obtusas e aproveitadoras, de todo Nando Reis, de todo axé, do karma Beatles & Stones, de todo o lixo em forma de música. De todas as FM medíocres e mauricinhas, de toda música ruim. E que todo som que interessa lhe seja apresentado na forma de música fodona. E que ele tenha a manha de saber que o rock, o rock, o rock’n'roll, é isso aqui: engajado e fodão. E tenho dito.