Um novo dia

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New day rising é esperança. New day rising é vida. New day rising é barulho, é distorção, é reverb. New day rising é Husker Du. É Hart/Mould/Norton. New day rising é uma sensação indescritível, é punk, é hardcore, é indie, é noise. É açúcar para os meus ouvidos calejados de tanto lixo. New day rising está fazendo 30 anos. New day rising mudou minha vida. New day rising é absoluta e simplesmente foda pra caralho.

Quadradinho

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Meu pai conta que ele, tricolor, ficava de cara quando eu, pirralhinho, apontava e sorria para os caras de vermelho e preto diante dos jogos na televisão: paixão rubro-negra. Amigo fissurado em carros e motos me mostrando suas revistas importadas e, com isso, fazendo brilhar meus olhos e criando uma paixão por motores. As ondas do dial no meu velho walkmen ecoando os programas Mack Twist e Novas Tendências na Fluminense FM, bagunçando meu sistema nervoso e me apontando um mundo incrível ante à mesmice então reinante: paixão pela música alternativa e, consequentemente, pelo cinema out hollywood. A despretensiosa compra de uma magrela de duas rodas para ir trabalhar que de repente me atiça ir cada vez mais longe e a minha paixão por pedalar. Um brinde com um amigo com uma cerveja belga presenteada e a descoberta de que havia muito mais a explorar naquele mundo maravilhosamente etílico que eu já vivia.

Eu lembro (claro) de toda essa velharia mas não sei bem onde exatamente começou minha paixão por quadrinhos, a maravilhosa arte sequencial desenhada. Mas é mais que sabido que “desde criança só lemos os quadrinhos nos jornais”

Ah, hoje é o dia do Quadrinho Nacional :-)

Dia do Quadrinho Nacional

Dia do Quadrinho Nacional

Ronca Ronca

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Esse post é uma singela homenagem ao programa Ronca Ronca, do DJ e fotógrafo Maurício Valladares. Hoje sendo reverberado pela Oi FM, o programa completa, na atual casa, 100 edições e nesse exato momento estou ouvindo a edição comemorativa, que está sendo feita com as listas, enviadas pelos ouvintes, das 20 músicas preferidas d’A Tripa, alcunha dos “seguidores” do grande Maurição, ativo nas ondas do dial desde sei lá quando. São 21:31 e está tocando “só” Fake Plastic Trees, do Radiohead (mas já tocou Nelson Cavaquinho, e essa é a graça do programa).

Se foi o Mack Twist da Fluminense FM que me ensinou a gostar de hardcore e rap, se foi o DJ José Roberto Mahr que me apresentou, também na Flu, o britpop, o trance, EBM, o indie enfim. Se Tom Leão, Rodrigo Lariú, os caras com quem troquei cartinhas cheia de flyers dentro (notadamente Rodrigo Dead Fish e Juninho White Frogs) foram caras importantes para a minha colação de grau no tal de rock’n’roll, posso dizer, sem dúvida, que foi o Ronquinha que me abriu os ouvidos para tudo, para tudo que é autêntico, casca-grossa, cabeleira-alta, inoxidável.

Por aqui minha mulher e meu filho já sabem de cor as vinhetas do programa (marca registrada), afinal o Ronca, agora disponibilizado em podcast, é praticamente o único som presente no carro: seja levando o filho a escola, seja numa viagem de quatro horas.

Obrigado Maurício, obrigado mesmo cara!

Link para o download do programa

mauval

Maurição, foto do site Rock em Geral

Pólis

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Aí, na boa: eu não ligo se você não se importa que o Aécio construiu um aeroporto nas terras da família e depois tacou fogo na prefeitura que continha provas. Que o PSDB não cumpriu seu papel estatal no governo de SP escondendo, por questões eleitoreiras que persistirão até segunda-feira, a gravíssima questão da água no estado. E também não ligo se você não se preocupa que o PT pode ficar 16 anos no poder, inchando a máquina pública e dando o peixe sem ensinar a pescar.

O que eu queria mesmo é que a política fosse capaz de melhorar o nível dos eleitores neste país. Dos eleitores: essa gente pentelha que me enche o saco com opiniões que eu não pedi. Que consegue votar no genial Marcelo Freixo (deputado estadual mais votado, sem UMA placa na rua) e em Bolsonaro (federal mais votado, disseminador de ódio).

Que chegue logo a segunda-feira e voltemos às nossas vidas. Essa que não desperta interesse NENHUM nesse bando que aí está – ou no que já esteve. Farinha do mesmo saco, mosca da mesma merda.

Reacionário e caretão

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Hoje descobri que essa pequena maravilha psicodélica dos australianos incríveis do Tame Impala faz parte da trilha de uma série que a Globo está exibindo. Assim como aconteceu com uma outra belíssima música dos sumidos e não menos incríveis The XX numa outra série já terminada lá no mesmo canal. Mas aqui com meus botões fiquei pensando um tanto: antigamente, na pré-era da informação, o que ditava o que as pessoas ouviriam, gostariam, comprariam, consumiriam, era o que tocava no rádio, na novela, no filme. Você não tinha escolha, era o que tinha e pronto. Muita gente ruim e alguma gente boa fez sua estória nessa. Mas hoje não. Os tempos são outros, quem gostar dessa música pode aproximar seu smartphone do local onde está tocando o som, acionar o Musixmatch, e em segundos vai saber quem toca, qual é a música, ver a letra, conhecer a biografia da banda, ter os links para o vídeo, etc, etc. Mas a preguiça, ou a indolência, ou a pura má vontade, sei lá, pode fazer com que se diga apenas que esse troço de internet é um saco, é muito difícil, que música boa era a que tocava no rádio, etc e tal.

Foda-se. O problema é seu.