Ronca Ronca

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Esse post é uma singela homenagem ao programa Ronca Ronca, do DJ e fotógrafo Maurício Valladares. Hoje sendo reverberado pela Oi FM, o programa completa, na atual casa, 100 edições e nesse exato momento estou ouvindo a edição comemorativa, que está sendo feita com as listas, enviadas pelos ouvintes, das 20 músicas preferidas d’A Tripa, alcunha dos “seguidores” do grande Maurição, ativo nas ondas do dial desde sei lá quando. São 21:31 e está tocando “só” Fake Plastic Trees, do Radiohead (mas já tocou Nelson Cavaquinho, e essa é a graça do programa).

Se foi o Mack Twist da Fluminense FM que me ensinou a gostar de hardcore e rap, se foi o DJ José Roberto Mahr que me apresentou, também na Flu, o britpop, o trance, EBM, o indie enfim. Se Tom Leão, Rodrigo Lariú, os caras com quem troquei cartinhas cheia de flyers dentro (notadamente Rodrigo Dead Fish e Juninho White Frogs) foram caras importantes para a minha colação de grau no tal de rock’n’roll, posso dizer, sem dúvida, que foi o Ronquinha que me abriu os ouvidos para tudo, para tudo que é autêntico, casca-grossa, cabeleira-alta, inoxidável.

Por aqui minha mulher e meu filho já sabem de cor as vinhetas do programa (marca registrada), afinal o Ronca, agora disponibilizado em podcast, é praticamente o único som presente no carro: seja levando o filho a escola, seja numa viagem de quatro horas.

Obrigado Maurício, obrigado mesmo cara!

Link para o download do programa

mauval

Maurição, foto do site Rock em Geral

Pólis

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Aí, na boa: eu não ligo se você não se importa que o Aécio construiu um aeroporto nas terras da família e depois tacou fogo na prefeitura que continha provas. Que o PSDB não cumpriu seu papel estatal no governo de SP escondendo, por questões eleitoreiras que persistirão até segunda-feira, a gravíssima questão da água no estado. E também não ligo se você não se preocupa que o PT pode ficar 16 anos no poder, inchando a máquina pública e dando o peixe sem ensinar a pescar.

O que eu queria mesmo é que a política fosse capaz de melhorar o nível dos eleitores neste país. Dos eleitores: essa gente pentelha que me enche o saco com opiniões que eu não pedi. Que consegue votar no genial Marcelo Freixo (deputado estadual mais votado, sem UMA placa na rua) e em Bolsonaro (federal mais votado, disseminador de ódio).

Que chegue logo a segunda-feira e voltemos às nossas vidas. Essa que não desperta interesse NENHUM nesse bando que aí está – ou no que já esteve. Farinha do mesmo saco, mosca da mesma merda.

Reacionário e caretão

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Hoje descobri que essa pequena maravilha psicodélica dos australianos incríveis do Tame Impala faz parte da trilha de uma série que a Globo está exibindo. Assim como aconteceu com uma outra belíssima música dos sumidos e não menos incríveis The XX numa outra série já terminada lá no mesmo canal. Mas aqui com meus botões fiquei pensando um tanto: antigamente, na pré-era da informação, o que ditava o que as pessoas ouviriam, gostariam, comprariam, consumiriam, era o que tocava no rádio, na novela, no filme. Você não tinha escolha, era o que tinha e pronto. Muita gente ruim e alguma gente boa fez sua estória nessa. Mas hoje não. Os tempos são outros, quem gostar dessa música pode aproximar seu smartphone do local onde está tocando o som, acionar o Musixmatch, e em segundos vai saber quem toca, qual é a música, ver a letra, conhecer a biografia da banda, ter os links para o vídeo, etc, etc. Mas a preguiça, ou a indolência, ou a pura má vontade, sei lá, pode fazer com que se diga apenas que esse troço de internet é um saco, é muito difícil, que música boa era a que tocava no rádio, etc e tal.

Foda-se. O problema é seu.

Amor e fúria

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Sério, “Uma história de amor e fúria” é um dos melhores filmes nacionais de todos os tempos e merece todos os muitos prêmios que recebeu. Grande história, grande trilha sonora, uma baita produção brasileira sobre viver tomando na cabeça, sobre lutar por alguma coisa, sobre viver em combate, sobre atravessar os tempos brigando pelo que você acha certo. Nada de vencer, lutar apenas.

“Meus heróis não viraram estátua, morreram lutando contra aqueles que viraram”