Amor e fúria

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Sério, “Uma história de amor e fúria” é um dos melhores filmes nacionais de todos os tempos e merece todos os muitos prêmios que recebeu. Grande história, grande trilha sonora, uma baita produção brasileira sobre viver tomando na cabeça, sobre lutar por alguma coisa, sobre viver em combate, sobre atravessar os tempos brigando pelo que você acha certo. Nada de vencer, lutar apenas.

“Meus heróis não viraram estátua, morreram lutando contra aqueles que viraram”

De clicar e pedalar

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E não poderia deixar de lembrar que hoje, 19 de agosto, é o Dia Mundial da Fotografia e o Dia Nacional do Ciclista. Duas paixões por aqui. Minhas últimas explorações ciclísticas pelos arredores de Resende têm rendido grande visuais, mas ainda não sei como inserir a fotografia nesse contexto. Acho que prefiro deixar as belas imagens das manhãs de domingo na minha cabeça. Mas fica o registro: duas formas completamente diferentes e igualmente apaixonantes de viver a vida.

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Registro do meu Flickr

Deutschland

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Escrevo essas mirradas antes da semifinal entre BRA e GER, já que nada falei por aqui da Copinha do Blatter (by Maurício Ronca-Ronca). Tenho comigo que um cara que é tão apaixonado por um clube não liga muito pra Seleção Brasileira. Os malucos que tatuam escudos tão nem aí pra Copa do Mundo. Mas no momento quero saudar os germânicos:

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Ou seja, haja o que houver eu tô na moral!

Não Religião

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Devorei em cinco ou seis agradáveis jornadas o ótimo Crônicas de Jerusalém, do quadrinhista canadense Guy Delisle. Mais de 300 páginas de divertidos causos vividos pelo autor enquanto sua esposa trabalhava para o Médicos Sem Fronteiras. Com humor, ironia e sem nenhuma pentelhação religiosa o autor e seus traços simples contam o ano vivido em Israel e as loucuras daquele mundo: os muros, os checkpoints, os soldados, os dogmas, a violência. Tudo enquanto cuida dos dois filhos e tenta se adaptar àquele mundo tão louco.

cronicas

Em determinada passagem, ao visitar um bairro ortodoxo, o autor comenta sobre um depósito especial que existe (tipo uma lixeira, mas muito limpa), para depositar livros sagrados que não são mais usados e serão enterrados em um ritual específico. Detalhe observado pelo autor, que associei à nossa cerimônia de queima de bandeiras brasileiras inservíveis: existe uma Lei de 1971 que obriga que isso seja feito com todo protocolo, a cada 19 de novembro, o que não é mais ensinado a ninguém.

Mas depois de associar aquela simples passagem a tanto “pode-não-pode”, restrições, absurdos, barreiras e ao radicalismo descabido ali narrado, fico me perguntando se deveríamos mesmo e, se sim, como fazer essa “volta à moral e cívica”. Aonde termina o patriotismo pueril e começa o nacionalismo exacerbado misturado e influenciado por crenças, e que culmina em morte?

I just wanna stay alive

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Eu não tenho nenhuma dúvida em afirmar que assistir essa música do Killing Chainsaw, no BHRIF (Belo Horizonte Rock Independent Fest), ao lado de meu grande amigo Jorge André, em 1994, foi uma das mais transcendentais e inesquecíveis experiências de minha vida. Eu não sei quem eu sou hoje, não sei quem eu era naquele ano, só me lembro de entrar num supermercado imundo ao lado da rodoviária pra comprar um quilo de alimento não perecível e entrar naquele lugar pra ver o Fugazi, que eu mal conhecia e hoje venero. Que eu morra com esse riff me atazanando o cérebro.